Aprendizagem dos movimentos

Deslocar-se é assunto sério! Movimentos são linguagem expressiva e recurso de brincadeira. Leia nossa sugestão para trabalhar a aprendizagem dos movimentos.

atividade movimento 2

Aprendizagem dos movimentos numa viagem de faz-de-conta

Deslocar-se nos espaços é um assunto sério! Movimentos são linguagem expressiva e recurso de brincadeira. E não se trata somente de mover o corpo. Os movimentos constituem-se numa linguagem que comunica. O crescimento físico e a aquisição das habilidades motoras marcam a primeira infância e são favorecidas quando a criança participa de atividades motoras desafiadoras e lúdicas. Continue lendo “Aprendizagem dos movimentos”

Campos de experiências todos os dias!

Quais são Campos de Experiência da criança? Como trabalhar com eles no dia a dia?

Falamos em planejar, registrar, refletir e replanejar como uma postura contemporânea de educador, que percebe as crianças e acolhe suas propostas. Mas isso é suficiente no contexto de Educação Infantil?
Não existem diretrizes a serem seguidas e conteúdos a serem ensinados?

Balão-Dúvida-p→ O que pensar?
→ Por onde começar?
→ Quem pensa sobre a criança e a infância hoje?

campo do conhecimento espacial e matemáticoPodemos partir de uma discussão baseada na Antropologia da Criança para buscar conclusões. Clarice Cohn (2005) disse que a criança produz cultura, não pelos objetos ou relatos que constrói, mas pela formulação de um sentido que dá ao mundo que a rodeia. Segundo a antropóloga, criança não sabe menos, sabe outra coisa e, assim, nós adultos precisamos entrar neste mundo respeitando a cultura que já existe. Essa postura faz toda a diferença ao pensar em “currículos” e “ensinos”, porque não é possível construir desenvolvimento sobre um território desrespeitado ou até destruído. Continue lendo “Campos de experiências todos os dias!”

As histórias para os bebês fazem Ploquet, Pluft, Nhoc!*

Falar de historias para bebês parece estranho Mas práticas e estudos atuais mostram que podem e devem se tornar uma espécie de brincadeira alegre e divertida

Falar de leitura para bebês e crianças pequenas pode soar estranho e ainda é assunto polêmico. Quase sempre associamos a leitura ao aprendizado da escrita ou à ideia de que os bebês não estão capacitados para compreender e absorver de modo ativo e inteligente esta parcela letrada do mundo.

Tania 2

Estudos e práticas recentes revelam exatamente o contrário.  Reside uma sabedoria infantil que nasce no berço e, livros e leituras podem se tornar uma espécie de brincadeira alegre e divertida para os bebês.

É disto que falaremos daqui para adiante. O que me impulsionou a escrever este texto, além do convite do pessoal do Blog “Tempo de Creche” e da minha afinidade e familiaridade com o assunto, foi a leitura que fiz na Revista Emília e na entrevista que Yolanda Reyes, uma colombiana que defende uma cultura leitora desde o início da vida concedeu ao blog Arte e Infância. Nesta reportagem Yolanda afirma que os primeiros contatos das crianças com a literatura ocorrem em “livros sem páginas, que estão escritos na boca das pessoas”. Continue lendo “As histórias para os bebês fazem Ploquet, Pluft, Nhoc!*”

9 dicas especiais para contar histórias

Contar histórias para crianças é muito importante. Mas é preciso ser profissional ou ter dom? Veja 9 dicas especiais para contar histórias para os pequenos.

Contar histórias para crianças é tão importante para a sua formação que diversas pesquisas apontam para resultados surpreendentes dessa prática. Nos Estados Unidos pediatras passaram a receitar a narração de histórias e poesias até para bebês no útero! Professores precisam trabalhar o mergulho na magia das histórias com suas crianças.
Mas é preciso ser profissional ou ter esse dom?

roda de histórias

Contar histórias é uma das artes da palavra.

Muitos contadores usam a própria experiência e intuição para transmitir o que viveram. Outros buscam aprendizados para desenvolver sua arte. Leem muito, estudam a língua e, às vezes aprofundam-se nas técnicas de representação. Os atores que encenam histórias, o fazem com um texto formatado, independente do tipo de plateia presente. Já o contador precisa levar em conta a presença e a personalidade de sua audiência.

Apesar da carência na formação de alguns professores, podemos seguir alguns conselhos preciosos dos especialistas desse oficio, exercitar e desenvolver um jeito prazeroso e nosso de proporcionar vivências tão fundamentais para o universo infantil. Continue lendo “9 dicas especiais para contar histórias”

Letramento no dia a dia: gradual, lúdico e significativo

Como pensar o letramento e a alfabetização na Educação Infantil? Como é isso na prática?

Balão-Dúvida-pComo pensar o letramento e a alfabetização na Educação Infantil? Quais atividades são prioritárias para o pleno desenvolvimento das crianças?

cartaz salas uniepreRudolf Steiner, um filósofo e educador austríaco do início do século XX, defende que crianças até os sete anos tem que brincar. E ponto! E esta é a responsabilidade da escola.
O exercício das linguagens do corpo, que acontecem durante as atividades físicas, desenvolvem as habilidades motoras e estimulam o sentimento da autoconfiança. Essas capacidades são acompanhadas pelo desenvolvimento neurológico e sensorial que vão garantir o domínio corporal, a linguagem oral e o desenvolvimento da inteligência. Para Steiner, a educação da primeira infância voltada para o brincar conquista mais resultados futuros do que aprender a ler o nome!
Também Vigotski, na mesma época, seguiu nessa linha. O aprendizado da escrita é gradual e deve ser iniciado na primeira infância por meio do fazer simbólico das atividades dessa faixa etária. Para o psicólogo bielorrusso, atividades mecânicas de leitura e escrita atrapalham o amadurecimento porque forçam etapas do desenvolvimento. Por outro lado, a brincadeira garante os pilares para a construção significativa da linguagem.
Então GRADUAL, LÚDICA e SIGNIFICATIVA parecem ser as chaves para pensar os conteúdos que contribuem com o amadurecimento neuropsíquico da criança, que a levará a dominar o sistema de símbolos da leitura e escrita na alfabetização.

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Desenhar, desenhar, desenhar …todos os dias!

É só apresentar algo com que riscar para crianças que o ato de desenhar se inicia na mesma hora! Que bom! Entenda porque e conheça sugestões para ampliar a experiência.

garatujasParece que é automático! É só apresentar para os pequenos algo com que riscar que o ato de desenhar se inicia na mesma hora!

Que bom! Porque quanto mais desenha, mais a criança desenvolve o desenho os ganhos cognitivos que o ato proporciona. 

mz2-twin-score-also-0.w529.h352.2xAté os 12 meses a criança descobre a existência dos objetos que podem deixar marcas nas superfícies (riscadores e suportes). Começa então uma produção natural e espontânea de traços, inicialmente desordenados e sem controle (garatujas desordenadas).  Porque ainda não tem maturidade para coordenar seus movimentos, os traços são fortes e descontínuos. Também não existe percepção do espaço gráfico e nota-se que os traços ultrapassam os limites dos suportes (papel, por exemplo). Braço e antebraço são como um membro unido que se move a partir da articulação do ombro. Continue lendo “Desenhar, desenhar, desenhar …todos os dias!”

Projetos e temas: um convite à aventura

Como definir e encaminhar temas e projetos? A consulta de uma professora de São Paulo nos fez refletir…

Nossa leitora Cristina Amorim, professora de SP, pediu uma dica para trabalhar a cultura do Ceará com sua turma (faixa etária: 4 anos), que será seu próximo projeto.

Gostaria de saber se vocês tem alguma dica sobre a cultura do Ceará pois esse será meu próximo projeto com meus pequenos, não posso fazer feio. Vale tudo, a comida, a dança, o povo qualquer coisa que desperte neles o prazer em conhecer esse lugar lindo!

 

Jangadas

Essa solicitação levantou a questão da definição e do encaminhamento de temas de projetos: a forma como o professor pensou no tema, os conteúdos envolvidos e uma abordagem compatível com a faixa etária e a concepção de infância.

O aprendizado na primeira infância está associado às vivências e às experiências sentidas. Sim: SENTIDAS! Porque criança não aprende só com a cabeça, ela se envolve por inteiro: corpo + sensações + emoções + intelecto.

Para aprender a criança precisa se entregar de corpo E alma. Então, aquilo que é proposto deve fazer sentido, ser interessante e sensibilizar A CRIANÇA. Do contrário, não acontece a entrega. Continue lendo “Projetos e temas: um convite à aventura”

Crianças e histórias: uma relação para a vida!

Como acontece a relação entre crianças e histórias? Como podemos contribuir para construir o prazer nessa relação? Acesse o post e veja como trabalhar essa questão nas diferentes faixas etárias.

Momento de leitura 2Sabemos que a narração de histórias é importante para as crianças porque percebemos o quanto elas gostam desses momentos. Sentimos o interesse que vai sendo construído à medida que a leitura se estabelece no cotidiano de suas vidas. Quando as crianças recontam as histórias desenvolvem a oralidade. Ao folhear os livros, entram em contato com a língua escrita.

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  • Mas como acontece a relação entre crianças e histórias?
  • Como podemos contribuir para construir o prazer nessa relação?

 

seta horizontalO a 12 meses

Até um ano as crianças gostam de livros que possam sacudir, fazer sons, morder, agarrar, sentir texturas e apertar. Para elas, os momentos de leitura podem ser diários. Nunca é cedo demais para ler para os bebês! Os momentos de leitura nessa fase contribuem para a construção do amor pelos livros. Os pequenos adoram ouvir a voz de seus cuidadores, sentar no colo e mergulhar na aventura da história com ótimas companhias. Essa escuta e as conversas que podem surgir favorecem o aprendizado das palavras. Quando completam um ano, os bebes podem arriscar falar uma ou duas palavras. Continue lendo “Crianças e histórias: uma relação para a vida!”

Projeto “A Arte pinta na Festa Junina”

Vamos pensar a prática para tornar a Festa Junina um projeto voltado para crianças? Acompanhe nossas propostas para a decoração, música, dança e culinária.

Na segunda parte da postagem sobre a cultura das Festas Juninas, vamos pensar a prática para tornar a celebração um projeto voltado para as crianças.

Ao trabalhar o resgate de memórias e a introdução do tema para os pequenos, a festa já passa a fazer parte do contexto da instituição e a decoração, a culinária, a música, a dança e as brincadeiras podem começar a ocupar o planejamento das propostas.

Balão numero 1DECORAÇÃO DO AMBIENTE E ALEGORIAS

Sabemos que com a proximidade da festa, seja ela comemorada com pais e comunidade, seja internamente, vem aquele comichão de decorar o espaço com tudo de típico e lindo que se puder fazer e comprar.

Obra Aracy

Mas, nesse momento, devemos ter em mente o significado do que vamos colocar festa nas paredes da creche.

  • Decoração do ambiente

O educador Loris Malaguzzi (Reggio Emilia) já dizia que as paredes da escola falam!

  • O que queremos que elas comuniquem?
  • O empenho, as escolhas e o talento para o artesanato decorativo da equipe pedagógica?
  • Ou, a fala das paredes da creche deve traduzir a expressão das crianças que ela abriga?

Continue lendo “Projeto “A Arte pinta na Festa Junina””

Passeando pela cultura: descobrindo a festa junina!

Que tal trabalhar a Festa Junina com as crianças mantendo uma abordagem cultural para dar consistência à proposta? Acompanhe a 1a. parte desta postagem!

FestaS JuninaS, no plural, porque são muitas! São diversificadas e são de cada um, de cada memória, de cada história. Festa Junina no Brasil é cultural. Que bom!

Obra Rodrigues Lessa 2

Trabalhar esse tema com as crianças mantendo uma abordagem cultural dá uma sensação de consistência à proposta, não?

E por isso, que tal colocarmos uma roupa de projeto na abordagem dessa celebração para construir com as crianças um repertório cultural interessante e compatível com as tradições e costumes das famílias da comunidade?

Vamos falar da festa e como ela é celebrada regionalmente, algumas músicas e cantigas, as danças a comida e a decoração. É muito assunto! Dá para começar agora e, dependendo do interesse da turma, ultrapassar a própria comemoração! Continue lendo “Passeando pela cultura: descobrindo a festa junina!”