Chita, Festa Junina e um kit para brincadeiras

Que tal fazer um kit de tecidos para brincadeiras? Já pensou se ele for feito com chitas e jutas? Tudo a ver com a Festa Junina! As crianças podem brincar, decorar a festa e construir significados.

É alegria! É festa!
Crianças adoram brincar com tecidos. Pedaços grandes, pequenos, estampados e coloridos se transformam em capas de super-heróis, vestidos encantados, tendas e casinhas de faz de conta. Para as crianças menores, desvendar as texturas, cores, extensões e coordenar os movimentos para dominar esse material misteriosamente molinho e resistente, representam um prato cheio de pesquisas e diversão.
Que tal proporcionar uma semana de brincadeiras com tecidos para sua turma? E se, nesse período de Festa Junina, os tecidos escolhidos para a brincadeira fossem as chitas, tão brasileiras e típicas?
Na hora de preparar a festa, é possível aproveitá-las na decoração e apresentar para as crianças novos usos e significados do material.

Chita simples 3Com as festas juninas se aproximando, as escolas começam a aquecer os motores com o planejamento do evento e das propostas para trabalhar esse festejo típico com as crianças.

É bom notar que os pequenos, até 3 ou 4 anos de idade, estão construindo sua história e as relações com a comemoração. Assim, é fundamental aproveitar conteúdos dessa data que tenham significado para cada criança: Continue lendo “Chita, Festa Junina e um kit para brincadeiras”

Dia do Índio: muito mais do que uma pena na cabeça

Preservar o conhecimento das culturas indígenas é fazer chegar às crianças os índios brasileiros de verdade. Uma boa opção é despertar esse interesse a partir de um livro de história e pesquisar junto com os pequenos esse universo ainda desconhecido.

O que é importante comemorar no “Dia do Índio”?
Como falar sobre a cultura indígena para as crianças pequenas?
Qual cultura indígena estamos valorizando: as nossas culturas brasileiras ou uma cultura importada e falsificada, com penachos de papel na cabeça?

indios 4Quando o Brasil foi descoberto, havia cerca de 1000 povos indígenas no território nacional. Hoje temos 215 povos. Existiam aproximadamente 900 línguas e, hoje, apenas 180.

A influência dos europeus transformou essa cultura complexa e variada desde a chegada em terras brasileiras. Mas os povos que resistiram preservam seus saberes com garra e nós, pessoas das cidades, precisamos valorizar e ajudar a preservar essas culturas que compõe a diversidade cultural que é característica do nosso país.

Preservar o conhecimento das culturas indígenas no trabalho escolar é fazer chegar às crianças os índios brasileiros de verdade. Sem formatos e alegorias importadas da TV, do imaginário americano e dos livros de história da época do descobrimento.  A cultura indígena também não se limita a uma roupa ou coreografia desconectada de contexto e de realidade. Continue lendo “Dia do Índio: muito mais do que uma pena na cabeça”

Coelhinho da Páscoa, o que trazes pra mim?

Toda cultura possui símbolos que comunicam significados. Como são os da Páscoa? Como trabalhar a cultura da Páscoa com as crianças?

Pedro Coelho - PáscoaToda cultura possui símbolos que comunicam significados. A cultura tem efeitos sobre a gente. Vivemos a cultura sem prestar atenção em como ela nos molda e, da mesma forma, sem dar espaço para a cultura do outro. A Páscoa, em grande parte das comunidades no Brasil, reflete símbolos com significados que vão além da própria religiosidade. Que tal pesquisar os significados da Páscoa para o seu grupo e traçar uma forma mais significativa para desenvolver a comemoração?

A psicopedagoga Isabel Parolin, diz que as histórias e as cantigas de Páscoa não são apenas para entretenimento dos pequenos, elas têm papel fundamental na inserção da criança na cultura em que ela vive. Trazem o sentimento de pertencimento.

O que é a Páscoa para você? Quais os símbolos dessa comemoração que mais marcam sua cultura? Como será a cultura da Páscoa para as crianças da creche? Continue lendo “Coelhinho da Páscoa, o que trazes pra mim?”

Projeto “A Arte pinta na Festa Junina”

Vamos pensar a prática para tornar a Festa Junina um projeto voltado para crianças? Acompanhe nossas propostas para a decoração, música, dança e culinária.

Na segunda parte da postagem sobre a cultura das Festas Juninas, vamos pensar a prática para tornar a celebração um projeto voltado para as crianças.

Ao trabalhar o resgate de memórias e a introdução do tema para os pequenos, a festa já passa a fazer parte do contexto da instituição e a decoração, a culinária, a música, a dança e as brincadeiras podem começar a ocupar o planejamento das propostas.

Balão numero 1DECORAÇÃO DO AMBIENTE E ALEGORIAS

Sabemos que com a proximidade da festa, seja ela comemorada com pais e comunidade, seja internamente, vem aquele comichão de decorar o espaço com tudo de típico e lindo que se puder fazer e comprar.

Obra Aracy

Mas, nesse momento, devemos ter em mente o significado do que vamos colocar festa nas paredes da creche.

  • Decoração do ambiente

O educador Loris Malaguzzi (Reggio Emilia) já dizia que as paredes da escola falam!

  • O que queremos que elas comuniquem?
  • O empenho, as escolhas e o talento para o artesanato decorativo da equipe pedagógica?
  • Ou, a fala das paredes da creche deve traduzir a expressão das crianças que ela abriga?

Continue lendo “Projeto “A Arte pinta na Festa Junina””

Passeando pela cultura: descobrindo a festa junina!

Que tal trabalhar a Festa Junina com as crianças mantendo uma abordagem cultural para dar consistência à proposta? Acompanhe a 1a. parte desta postagem!

FestaS JuninaS, no plural, porque são muitas! São diversificadas e são de cada um, de cada memória, de cada história. Festa Junina no Brasil é cultural. Que bom!

Obra Rodrigues Lessa 2

Trabalhar esse tema com as crianças mantendo uma abordagem cultural dá uma sensação de consistência à proposta, não?

E por isso, que tal colocarmos uma roupa de projeto na abordagem dessa celebração para construir com as crianças um repertório cultural interessante e compatível com as tradições e costumes das famílias da comunidade?

Vamos falar da festa e como ela é celebrada regionalmente, algumas músicas e cantigas, as danças a comida e a decoração. É muito assunto! Dá para começar agora e, dependendo do interesse da turma, ultrapassar a própria comemoração! Continue lendo “Passeando pela cultura: descobrindo a festa junina!”

Coelhinho da Páscoa o que trazes para mim?

Por quê temos ovos e coelhinho na Páscoa? Qual a cultura que envolve essa comemoração e como podemos trabalhá-la na creche? Veja o post que fala sobre tradição, cultura e atividades!

Pedro Coelho - PáscoaTodo o ano a Páscoa acontece num final de semana para muitas religiões.

Mas por que temos coelhinho e  ovinhos envolvidos nessa celebração?

Na mídia e para as crianças pequenas a entrega dos ovinhos é feita por um coelho de olhos vermelhos e pelo branquinho. A música Coelhinho da Páscoa, muito cantada e tocada, faz criar este registro no imaginário de cada pequeno. E a fantasia fica mais intensa quando encontram, ao amanhecer do domingo de Páscoa, pegadas e “restos” de cenoura espalhados por todos os lados.

Falando de tradições …

coelhinho no jardimA cultura brasileira da Páscoa foi formada a partir de algumas tradições. Contam que  esta forma de se comemorar chegou ao Brasil através da imigração alemã. Era comum na Alemanha, há muito tempo, os pais pintarem ovos de galinha cozidos e esconderem no quintal das casas para que as crianças os encontrassem no domingo de Páscoa. Esta agitação, o corre, corre, animava também os animais caseiros, e, com eles, os pequenos coelhos, que saiam de suas tocas e começavam a correr. Continue lendo “Coelhinho da Páscoa o que trazes para mim?”

Tânia Fulkelmann Landau fala da importância das manifestações culturais na formação da criança

Num texto interessante e apetitoso a pedagoga Tania Fukelmann Landau fala sobre a importância das tradições culturais na primeira infância

brincadeiras Território do Brincar Num texto interessante e apetitoso, Tânia Fukelmann Landau, pedagoga e especialista em Educação Lúdica, fala ao Tempo de Creche, reconhecendo a importância das tradições culturais na primeira infância uma vez que a sociedade em que ela se desenvolve é determinante para a sua formação. Destaca também a produção de cultura da criança, com a valorização e reconhecimento dos conteúdos produzidos por parte de quem educa.

Tempo de Creche – Neste período em que planejamos o calendário do ano, como você vê as manifestações culturais e a educação para a primeira infância?

Tania Fukelmann Landau imagem

Tânia – Mesmo antes de nascer o bebê já está imerso em uma cultura. Algumas mães cultivam a prática de acariciar a barriga, outras conversam com seus filhos e cantam para eles ainda escondidinhos no seu ventre. Dedicam um tempo pessoal para prepararem o quarto, o enxoval com as roupas e imaginam como será o pequeno. Listam possíveis nomes e se inspiram em diversas fontes nestas alternativas. cartaz filme BébésFato é que isto tudo pode parecer natural, no entanto não é bem assim. Todas estas escolhas estão ancoradas em hábitos e práticas de determinados ambientes sociais. Estas são formas que conhecemos de preparo humano para a chegada dos descendentes, mas não são as únicas. No documentário Bebés gravado pelo cineasta francês Thomás Balmès podemos testemunhar como mães de diferentes lugares cuidam de formas diversas de sua prole durante o primeiro ano de vida. Podemos afirmar que as crianças, por serem introduzidas nestas diversas práticas culturais, desde muito cedo, podem desenvolver um sentimento de pertencimento e identidade. Este já seria um bom motivo para pensarmos nas manifestações culturais que estarão presentes na escola da primeira infância, considerando que, adotá-las é sempre uma escolha ancorada nas nossas crenças, convicções, ideais, rupturas e tradições. Continue lendo “Tânia Fulkelmann Landau fala da importância das manifestações culturais na formação da criança”

Planejamento na Educação Infantil e as datas comemorativas

Este post, desenvolvido a partir da dúvida de uma seguidora do Blog sobre as datas comemorativas tradicionais, reflete sobre a escolha dos conteúdos para o planejamento da Educação Infantil e o quanto eles realmente significam para as crianças.

A dúvida de uma seguidora do Blog sobre o texto elaborado pela educadora Ana Helena para a nossa seção Palavra de…, nos levou a desenvolver este post. Em seu texto, Ana Helena aborda a experiência da Creche Oeste da Universidade São Paulo sobre as datas comemorativas tradicionais como conteúdo de planejamento na Educação Infantil e reflete sobre o que elas realmente significam para as crianças.

seta horizontalComecemos pelo protagonismo da criança no currículo da creche.                                                                   O que é isso de fato? Continue lendo “Planejamento na Educação Infantil e as datas comemorativas”

Ana Helena fala sobre datas comemorativas na creche

A questão das datas comemorativas tradicionais podem trazer reflexões para os educadores. Será que o dia dos pais, das mães, do índio etc. são realmente significativos para as crianças? As creches e instituições de educação são obrigadas a desenvolver conteúdos referentes a estas e outras comemorações? Quem deveria “escolher” dentre tantas? A educadora da Creche Oeste da Universidade de São Paulo, Ana Helena Rizzi Cintra, dá seu depoimento sobre este assunto.

Foto Ana Helena Rizzi CintraAna, como você vê as datas comemorativas no contexto da creche? 
Lá na creche a gente não comemora datas com temas como o dia das mães, dia dos pais, dia da árvore, dia do professor ou dia do índio. A gente pensa que são comemorações que podem não pertencer aos contextos das experiências das crianças, e essa não é a nossa proposta. Isto porque, se tratam de temas escolhidos pelos adultos fora do diálogo efetivo com as crianças. Já houve na creche projetos que abordaram diversidade cultural; outros abordaram a questão de onde vem os bebês; outros ainda tiveram como eixo as questões ambientais contemporâneas. Sendo assim, muitas informações sobre comunidades indígenas, mães, pais ou árvores foram trazidas, mas num contexto significativo para as crianças, uma vez que o diálogo com elas foi o que revelou seu interesse por esses assuntos, (e não a data comemorativa como um currículo a priori). Além disso, até mesmo pelo fato de ser uma instituição que recebe famílias de diversos grupos sociais e nacionalidades, o dia dos pais é visto pela comunidade da creche como mais uma data que compete mais à experiência familiar do que à institucional, como o Natal e a Páscoa. E quando uma comemoração tem como foco as atividades para produção em artes visuais, com vistas a presentear alguém, pensamos que é mais complicado ainda, pois além do caráter utilitarista que se dá às técnicas das artes visuais, privamos as crianças de escolher presentear os pais quando tiverem vontade (o que, é importante ressaltar, costuma ocorrer com freqüência muito maior do que apenas uma vez ao ano).

barrinha colorida fininha

Ana Helena Rizzi Cintra

Pedagoga e professora de Filosofia , especialista em Dança e Consciência Corporal. Atua como professora da Creche Oeste da Universidade de São Paulo e professora de Filosofia para o ensino médio.

Cultura da Festa Junina numa experiência de cores

A origem da Festa Junina está ligada ao período da colheita dos alimentos nos campos de cultivo de todo o mundo. Neste post vamos abordar um pouco das origens desse festejo especial para a cultura infantil, e sugerir uma atividade cheia de cores para contribuir com a decoração do evento.

Atividade arco íris festa junina

A origem da Festa Junina está ligada ao período da colheita dos alimentos nos campos de cultivo de todo o mundo. O solstício de inverno, ou o dia com a noite mais longa dos países do hemisfério Sul, determinou uma festa noturna e ao redor das fogueiras por conta do frio e do cozimento dos alimentos colhidos. Continue lendo “Cultura da Festa Junina numa experiência de cores”