Angélica e Sandra falam sobre o fazer arte com a criança

Na entrevista a arte-educadora Angélica Costa Arechavala e a pedagoga Sandra Cordeiro Marino falam a respeito do fazer arte com a criança pequena.

A arte passa pelo corpo da criança

imagem Angélica ArechavalaAngélica e Sandra, a seu ver, qual o enfoque do trabalho de artes com a criança?

 As crianças, desde muito cedo podem fazer arte, mas quem define as ações das crianças como arte é o olhar do adulto que a acompanha.  Para a criança em si tudo é movimento e pesquisa, tudo é brincadeira vivida através do corpo. Continue lendo “Angélica e Sandra falam sobre o fazer arte com a criança”

Ana Helena fala sobre datas comemorativas na creche

A questão das datas comemorativas tradicionais podem trazer reflexões para os educadores. Será que o dia dos pais, das mães, do índio etc. são realmente significativos para as crianças? As creches e instituições de educação são obrigadas a desenvolver conteúdos referentes a estas e outras comemorações? Quem deveria “escolher” dentre tantas? A educadora da Creche Oeste da Universidade de São Paulo, Ana Helena Rizzi Cintra, dá seu depoimento sobre este assunto.

Foto Ana Helena Rizzi CintraAna, como você vê as datas comemorativas no contexto da creche? 
Lá na creche a gente não comemora datas com temas como o dia das mães, dia dos pais, dia da árvore, dia do professor ou dia do índio. A gente pensa que são comemorações que podem não pertencer aos contextos das experiências das crianças, e essa não é a nossa proposta. Isto porque, se tratam de temas escolhidos pelos adultos fora do diálogo efetivo com as crianças. Já houve na creche projetos que abordaram diversidade cultural; outros abordaram a questão de onde vem os bebês; outros ainda tiveram como eixo as questões ambientais contemporâneas. Sendo assim, muitas informações sobre comunidades indígenas, mães, pais ou árvores foram trazidas, mas num contexto significativo para as crianças, uma vez que o diálogo com elas foi o que revelou seu interesse por esses assuntos, (e não a data comemorativa como um currículo a priori). Além disso, até mesmo pelo fato de ser uma instituição que recebe famílias de diversos grupos sociais e nacionalidades, o dia dos pais é visto pela comunidade da creche como mais uma data que compete mais à experiência familiar do que à institucional, como o Natal e a Páscoa. E quando uma comemoração tem como foco as atividades para produção em artes visuais, com vistas a presentear alguém, pensamos que é mais complicado ainda, pois além do caráter utilitarista que se dá às técnicas das artes visuais, privamos as crianças de escolher presentear os pais quando tiverem vontade (o que, é importante ressaltar, costuma ocorrer com freqüência muito maior do que apenas uma vez ao ano).

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Ana Helena Rizzi Cintra

Pedagoga e professora de Filosofia , especialista em Dança e Consciência Corporal. Atua como professora da Creche Oeste da Universidade de São Paulo e professora de Filosofia para o ensino médio.

Verônica fala da Rotina na Educação Infantil

Verônica Souza, coordenadora da Creche Girassol, São Paulo, fala sobre o novo olhar de sua equipe para a Rotina na Educação Infantil.

Veronica Creche GirassolVerônica: Sabemos que você e sua equipe passaram por um processo de formação que transformou o olhar para a ROTINA. Diga-nos um dos maiores aprendizados? 

O que ficou foi um novo olhar sobre as atividades. Principalmente quando ficava focado nas atividades planejadas para o dia.
A formação nos mostrou que não.
Que estávamos todos os dias, a todo o momento em atividade.
Não conseguíamos enxergar isto.
A gente achava que a hora da atividade era só aquela do planejamento, com este nome, com este conteúdo.

Balão Para Saber MaisPara saber mais sobre Rotina, acesse : Como fazer da rotina um recurso valioso de aprendizagem.

 

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Verônica Souza

Coordenadora Pedagógica da Creche Girassol no Jardim Colombo, São Paulo