Uma conversa com Anna Marie Holm: arte, natureza e a poesia da infância

Acompanhe a conversa da arte-educadora dinamarquesa Anna Marie Holm sobre crianças, arte, natureza, sensibilidade e poesia, durante sua visita a São Paulo.

A vinda da artista (e educadora, apesar de ela própria não se descrever assim!) Anna Marie Holm para São Paulo, marca a primeira celebração de aniversário do Ateliê Carambola, a escola de Educação Infantil da educadora Josiane Del Corso.

Ação artística livro Eco-arte Anna Marie Holm

 Nós construímos espaço para a brincadeira, para a poesia. Aerodesenhos

Num encontro no MAM – Museu de Arte Moderna, São Paulo, a arte-educadora dinamarquesa começou sua conversa com o público presente já anunciando que não queria perguntas, mas diálogos! E assim Tempo de Creche acompanhou sua conversa sobre seu diálogo com os materiais, os lugares e as crianças dinamarquesas com as quais trabalha. Continue lendo “Uma conversa com Anna Marie Holm: arte, natureza e a poesia da infância”

Silvia Ferraresi e Ana Elisa Machado falam de inclusão e do direito de brincar

Para a fisioterapeuta Silvia Ferraresi e a fonoaudióloga Ana Elisa Machado toda a criança tem o direito de brincar! Elas conversam com o Blog sobre inclusão e Tecnologia Assistiva.

Silvia Ferraresi Ana Elisa ChavesPara a fisioterapeuta Silvia Ferraresi e a fonoaudióloga Ana Elisa Machado toda a criança tem o direito de brincar! Elas conversaram com o Tempo de Creche sobre inclusão e Tecnologia Assistiva, que é a utilização de recursos – simples ou sofisticados – para melhorar as funções das pessoas com deficiência.

TEMPO DE CRECHE – O que precisa nortear a atuação de um professor preocupado com a inclusão?

Um professor preocupado com a inclusão precisa ter empatia e comprometimento com a criança. Ele precisa conhecer a dificuldade que a criança tem, para poder pensar em maneiras de contornar essa dificuldade e proporcionar o aprendizado. Ele precisa saber que cada aluno é diferente e aprende de formas diferentes, mas que isso não impossibilita que a turma seja um grupo. O professor precisa ser o mediador entre a criança deficiente e as outras crianças da sala, até que a criança deficiente seja incluída socialmente no grupo. O professor não precisa, necessariamente, saber detalhes de uma determinada patologia, mas deve estar aberto para conhecer algo novo, flexível para modificar suas estratégias de ensino quando necessário e disponível para utilizar meios alternativos de comunicação, tecnologia assistiva e técnicas de manuseio. Continue lendo “Silvia Ferraresi e Ana Elisa Machado falam de inclusão e do direito de brincar”

Patrícia Durães fala da importância do cinema na formação

A diretora do Grupo Espaço de Cinema e uma das curadoras do Ciranda de Filmes, Patrícia Durães reconhece nos filmes  uma experiência que sensibiliza, mobiliza e transforma. Em seu convívio com educadores tem a certeza de que a proposta de um mergulho cultural através do cinema é de uma força e riqueza infinita.  Patrícia contou um pouco desta experiência para o Tempo de Creche.

patriciaTempo de Creche – Qual a importância do cinema para a vida do professor?

Patrícia – A experiência cinematográfica provoca o pensar e desenvolve uma competência para ver e ler o mundo. O cinema é uma expressão artística e como arte, encanta, sensibiliza, mobiliza e  transforma. O filme por si só lança o espectador dentro de realidades complexas, dramáticas, poéticas e o faz retornar modificado, com um novo olhar para a sua própria realidade. A arte, o lúdico e o conhecimento estão sempre juntos, é aí que está a força na relação cinema e educação.

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Rosa Iavelberg: o processo de aprendizagem do desenho na infância

Rosa Iavelberg, educadora, autora do livro Desenho na educação infantil valoriza o desenho cultivado na educação infantil como desenvolvedor de uma criança criadora que produz seu desenho com marca própria.

Rosa Iavelberg, educadora, autora do livro Desenho na Educação Infantil fala sobre o novo olhar para o processo de aprendizagem do desenho na infância. 

Crianças CEI NT

 Rosa, são muito difundidos os estudos sobre as fases do processo de desenho na infância. Há um novo olhar para este processo?

Desenhar não é uma questão de dom. O desenho praticado desde a Educação Infantil pode abrir um mundo novo de experiências simbólicas que expandem a imaginação, a expressão e a capacidade criadora.

O que move a criança a desenhar é sua interação com os próprios desenhos e a sua diversidade presente nos ambientes. Hoje não se compreende mais o desenho da criança passando por fases de desenvolvimento de modo espontâneo e sim, que todos os alunos podem aprender a desenhar com orientação didática adequada sem ter medo de criar. Continue lendo “Rosa Iavelberg: o processo de aprendizagem do desenho na infância”

Educação de 0 aos 3 anos: contribuições de Emmi Pikler

A especialista em Educação Infantil Suzana Soares vai aprofundar a relação bebê – educador na Abordagem Pikler-Lóczy a partir de março no curso oferecido pela CONVERSO Assessoria.

A especialista em Educação Infantil Suzana Soares vai aprofundar a relação bebê – educador na Abordagem Pikler-Lóczy a partir de março no curso oferecido pela CONVERSO Assessoria.  Tempo de Creche foi conversar com Suzana para compreender melhor os aprendizados do bebê nos primeiros anos com esta abordagem.

Cenas do filme

“Enquanto aprende a contorcer o abdômen, rolar, rastejar, sentar, ficar de pé e andar, (o bebê) não apenas está aprendendo aqueles movimentos como também o seu modo de aprendizado. Ele aprende a fazer algo por si próprio, aprende a ser interessado, a tentar, a experimentar. Ele aprende a superar dificuldades. Ele passa a conhecer a alegria e a satisfação derivadas desse sucesso, o resultado de sua paciência e persistência.”

O que o seu bebê já consegue fazer?  (What can your baby do already?), Emmi Pilker, Hungria / 1940

Tempo de Creche  – Vamos iniciar a nossa conversa perguntando, quais são os principais aspectos desta abordagem?

Suzana – Há dois aspectos fundamentais na Abordagem Pikler-Lóczy. Um deles é a valorização do vínculo entre bebê e educadora (ou mãe) e o outro é o brincar livre. Depois de ser nutrido emocionalmente com uma interação profunda, o bebê fica em um local confortável e seguro, no chão sobre madeira ou tecidos, junto com outros bebês, para que se relacione com eles e com objetos lúdicos e pesquise, por ele mesmo, as maneiras possíveis de movimentação. Os educadores observam e atuam quando necessário. Continue lendo “Educação de 0 aos 3 anos: contribuições de Emmi Pikler”

Tânia Fulkelmann Landau fala da importância das manifestações culturais na formação da criança

Num texto interessante e apetitoso a pedagoga Tania Fukelmann Landau fala sobre a importância das tradições culturais na primeira infância

brincadeiras Território do Brincar Num texto interessante e apetitoso, Tânia Fukelmann Landau, pedagoga e especialista em Educação Lúdica, fala ao Tempo de Creche, reconhecendo a importância das tradições culturais na primeira infância uma vez que a sociedade em que ela se desenvolve é determinante para a sua formação. Destaca também a produção de cultura da criança, com a valorização e reconhecimento dos conteúdos produzidos por parte de quem educa.

Tempo de Creche – Neste período em que planejamos o calendário do ano, como você vê as manifestações culturais e a educação para a primeira infância?

Tania Fukelmann Landau imagem

Tânia – Mesmo antes de nascer o bebê já está imerso em uma cultura. Algumas mães cultivam a prática de acariciar a barriga, outras conversam com seus filhos e cantam para eles ainda escondidinhos no seu ventre. Dedicam um tempo pessoal para prepararem o quarto, o enxoval com as roupas e imaginam como será o pequeno. Listam possíveis nomes e se inspiram em diversas fontes nestas alternativas. cartaz filme BébésFato é que isto tudo pode parecer natural, no entanto não é bem assim. Todas estas escolhas estão ancoradas em hábitos e práticas de determinados ambientes sociais. Estas são formas que conhecemos de preparo humano para a chegada dos descendentes, mas não são as únicas. No documentário Bebés gravado pelo cineasta francês Thomás Balmès podemos testemunhar como mães de diferentes lugares cuidam de formas diversas de sua prole durante o primeiro ano de vida. Podemos afirmar que as crianças, por serem introduzidas nestas diversas práticas culturais, desde muito cedo, podem desenvolver um sentimento de pertencimento e identidade. Este já seria um bom motivo para pensarmos nas manifestações culturais que estarão presentes na escola da primeira infância, considerando que, adotá-las é sempre uma escolha ancorada nas nossas crenças, convicções, ideais, rupturas e tradições. Continue lendo “Tânia Fulkelmann Landau fala da importância das manifestações culturais na formação da criança”

Renata Meirelles fala sobre tanque de areia e o tempo do brincar

A educadora, documentarista e pesquisadora da cultura infantil, Renata Meirelles, fala sobre a importância do tanque de areia e do tempo do brincar.

imagem entrevista Renata Meirelles - tanque de areia

No lançamento do livro Cozinhando no Quintal, a educadora, documentarista e pesquisadora da cultura infantil no Brasil, Renata Meirelles, falou ao Tempo de Creche sobre a importância dos tanques de areia e do tempo do brincar na Educação Infantil.

Tempo de Creche – Você tem alguma sugestão para as escolas de educação infantil, a respeito dos espaços de brincar?

Renata-MeirellesRenata – Tem várias coisas para dizer, mas uma delas é um tanque de areia. Esse, inclusive, é um tema que é abordado em outro projeto do Instituto Alana, o Prioridade Absoluta, para que as pessoas saibam como lutar por esse direito nas escolas. Eu acho que deveria ser obrigatório a todas as escolas de educação infantil terem um espaço de areia e trabalharem a seriedade deste lugar, com a consistência da produção infantil no tanque de areia. Trabalhar com as escolas para dar uma relação que isto representa para as crianças: disponibilizar tempo para estabelecer uma intimidade com a área. Eu vejo isso menosprezado, muitas vezes só se veem os problemas, mas é um oásis para as crianças. Na verdade, areia e água. Principalmente quando a gente fala de crianças de centros urbanos.

Tempo de Creche – E o tempo da criança para brincar?

Renata – Outro foco é o tempo que a criança tem de disponível para o brincar, que tem ficado numa situação muito diretiva, do adulto na proposição de conteúdos, na proposição de atividades. A gente tem que acreditar nas crianças, acreditar na brincadeira delas. Deixar que isto aconteça. Estar lado a lado, participar. A gente tem também que acreditar em esvaziar esta relação de planejamento de conteúdos porque a própria criança é geradora de tudo isto.

Balão Para Saber MaisLeia também Um tratado sobre TANQUE DE AREIA

 

barrinha colorida fininha

Livro Cozinhando no QuintalLeia notícias sobre o livro Cozinhando no Quintal, de Renata Meirelles, em:

Renata Meirelles conta como surgiu o livro Cozinhando no quintal

Renata Meirelles é educadora, documentarista e há 16 anos vem viajando por todos os cantos do país pesquisando, escrevendo e registrando a infância brasileira. No site Território do Brincar você pode encontrar conteúdos e registros desse trabalho.

 

 

Gisa Picosque fala sobre a importância de fazer registros e sua arte

Acompanhe o post “Palavra de…” sobre REGISTROS, com a arte-educadora Gisa Picosque. Ela valoriza o registro como recurso pedagógico porém defende a liberdade do formato.

Foto Gisa PicosqueA arte-educadora Gisa Picosque valoriza o registro como recurso pedagógico porém defende a liberdade do formato. Quem conhece seus cadernos de registro reconhece neles uma conversa com a arte! 

Para aprofundar o assunto, acesse o post Por quê fazer registro?

Tempo de Creche – Como introduzir a prática do registro na Educação Infantil?

Gisa – O registro, por ser um instrumento metodológico da vida pedagógica do professor(a), não pode ser olhado como uma obrigação ou exigência institucional. Cuidadosamente, um coordenador(a) pedagógico pode ajudar os professores ao exercício do registro, começando a problematizar algo ou alguma coisa do processo que acontece em sala de aula. Ou seja, problematizando o olhar do professor(a), a observação. Uma pergunta que possa gerar a observação do professor(a) e o registro dessa observação pode ser o começo desse exercício. É importante que a pergunta, o ponto a ser observado, não seja genérico; mas seja um foco específico. Não olhamos tudo de uma vez. Não registramos tudo o que acontece em sala de aula. Precisamos olhar diferentes aspectos em sala de aula: o grupo, o conteúdo, a atuação como professor…  A escolha de um aspecto, contribui para que ocorra a observação e o registro reflexivo. Afinal, observar e registrar é o percurso para a reflexão sobre o fazer pedagógico e o fazer-se educador. O registro é uma investigação.   

Tempo de Creche – Você tem sugestões de formato?

Continue lendo “Gisa Picosque fala sobre a importância de fazer registros e sua arte”

Maria Aparecida fala sobre Educação Infantil

Colocar a criança como centro é o maior desafio da Educação Infantil, na visão da Profa. Dra. Maria Aparecida Guedes Monção. Leia mais sobre este depoimento revelador.

maria-aparecida-guedes-monc3a7c3a3oMaria Aparecida, como professora, formadora de professores e representante do segmento da Educação Infantil em São Paulo, qual o maior desafio de hoje para a Educação Infantil? 
O nosso maior desafio para a educação infantil é colocar a criança como centro.
É ouvir a criança e, a partir desta escuta, fazer o trabalho pedagógico. E não o inverso: (fazer) uma atividade para uma criança que eu não estou escutando.
Então nosso maior desafio é ficar curioso para ouvir a criança, escutar as hipóteses dela e com isso aprender sobre ela. Continue lendo “Maria Aparecida fala sobre Educação Infantil”