Um relato sobre relações e aprendizados na prática de Reggio Emilia

Num relato de Reggio Emilia, a capacidade incrível de crianças aprenderem nas relações, a mediação de professores e o registro pedagógico.

livro Tornando visível a aprendizagemRegistro e Documentação Pedagógica são ferramentas imprescindíveis para dar contorno ao trabalho pedagógico desenvolvido em Reggio Emilia. Diversos relatos publicados em livros podem ilustrar a forma como as equipes pedagógicas realizam suas práticas, os registros e as reflexões provenientes da análise desses materiais. Destacamos um relato do capítulo Uma mensagem de grupo, extraído do livro Tornando visível a aprendizagem: crianças que aprendem individualmente e em grupo  para aprofundar o olhar sobre as relações, as conquistas de um grupo de crianças e de sua professora.

Numa das escolas de Reggio Emilia é desenvolvido um projeto permanente de Caixas de Correspondência (ou de comunicação à distância). Todos participam: crianças, professoras, atelieristas e cozinheiras. São caixas individuais, uma para cada criança e profissional da equipe. Continue lendo “Um relato sobre relações e aprendizados na prática de Reggio Emilia”

Dedoche: uma experiência de expressão e relação

As brincadeiras já estão mais do que conhecidas? Que tal inovar trabalhando expressão, identidade, relações e faz de conta com dedoches pintados nos dedos?

O final do ano já se avizinha! As brincadeiras já estão mais do que conhecidas? Que tal inovar, trabalhando expressão, identidade, relações e faz de conta com dedoches pintados nos dedos?

A nova estação traz mudança de espírito… Com a passagem da primavera para o verão, o sol brilha cada vez mais forte, e as crianças estão cheias de energia e curiosidade. Essa disposição também contamina os educadores, que procuram novidades para introduzir e ampliar as possibilidades de brincadeiras.

Dedoche

A linguagem das crianças é o brincar…
O desenvolvimento da capacidade de se relacionar depende, entre outras coisas, de oportunidades de interação com crianças da mesma idade, com as de idades diferentes e em diversas circunstâncias. Pensar em situações que facilitem as oportunidades de interação demanda planejamento. Continue lendo “Dedoche: uma experiência de expressão e relação”

Dúvida de leitora: descanso ou sono? Livre ou obrigatório?

Dúvida de leitora: na creche podemos falar em momento de sono ou de descanso, livre ou obrigatório? Confira a reflexão e as dicas!

Uma leitora do Tempo de Creche ficou com dúvida ao ler a postagem Vivências, experiências e os tempos da criança: na creche podemos falar em momento de sono ou de descanso, livre ou obrigatório? “Percebo que na minha creche as crianças parecem não querer dormir, no entanto não encontro um teórico que fundamente a obrigatoriedade do sono.”

criança na hora do sonoCrianças chegam à escola com sua singularidade e os hábitos que trazem de casa. Forçar um momento de dormir não é natural e nem apropriado se os pequenos não querem e não tem o hábito.

A quantidade de sono varia em função da idade das crianças. Bebês até 4 ou 5 meses de vida costumam dormir em torno de 16 horas por dia. Para eles é importante dispor de berços. Quando começam a engatinhar é hora de ir para o chão! Por meio de uma fase de adaptação, esses pequenos podem começar a experimentar o sono ou descanso no colchonete porque podem ter a liberdade de sair sozinhos assim que despertam. Continue lendo “Dúvida de leitora: descanso ou sono? Livre ou obrigatório?”

Vivências, experiências e os tempos da criança

Os tempos da criança, do professor e da escola são os mesmos?
Existem “tempos diferentes”? Qual a relação entre tempo e aprendizagem?

Balão-Dúvida-pOs tempos da criança, do professor e da escola são os mesmos?
Existem “tempos diferentes”?

Tempo para a pesquisa da criançaPercebemos diferenças importantes nas dimensões temporais das crianças e suas brincadeiras, nos planejamentos dos professores e nos esquemas de funcionamento das creches e escolas. Conhecer e lidar com as características das diferentes demandas de TEMPO, como nas brincadeiras, na organização das rotinas e nos horários da creche e da escola, são questões que atravessam nosso dia a dia.

 

Balão-Dúvida-pPrimeiramente, o que é TEMPO?

Segundo alguns dicionários, TEMPO é a duração dos fatos, é o que determina os momentos, os períodos, as épocas, as horas, os dias, as semanas, os séculos etc.. É a ideia de presente, passado e futuro e o período no qual os eventos se sucedem. Continue lendo “Vivências, experiências e os tempos da criança”

Palavra de… Sylvia Nabinger: filosofia e práticas Emmi Pikler

Tempo de Creche conversou com Sylvia Nabinger sobre a filosofia Emmi Pikler e suas práticas. Leia também algumas dicas.

Hoje, por todo o Brasil, acontecem estudos, reflexões e discussões sobre a Base Nacional Comum Curricular e as práticas pedagógicas na Educação Infantil. Nesse contexto, no próximo mês, em Florianópolis e São Paulo, Anna Tardos, Agnès Szanto Feder e Myrtha H. Chokler compartilham com os professores da primeira infância a filosofia Emmi Pikler.
Tempo de Creche vem aprofundando a discussão sobre os cuidados e a educação de bebês numa série de postagem.  Nesta publicação conversamos com a presidente da OCIP Acolher, Sylvia Nabinger, uma das pioneiras na implementação desta filosofia no Brasil. 

Bebês, uma aventura passo a passo na visão de Emmi Pikler

Tempo de Creche – Como a filosofia Emmi Pikler vê o bebê?
Sylvia 8
Sylvia – O bebê experimenta a aventura, descobre tateando, reproduz, coordena cada aquisição à medida que segue seu caminho, enfatizava Emmi Pikler. Essa afirmação mostra a importância de respeitar todas as manifestações espontâneas do bebê, a ordem e o ritmo de seus aparecimentos. A continuidade desse processo, em que o bebê é ator e autor, aponta para o significado de que o exercício de cada passo, não apenas prepara, mas serve de base para o passo seguinte: “é importante não contrariar esse processo interferindo ou expondo o bebê a posturas que ele ainda não descobriu sozinho ou que ainda não é capaz de adotar, retirando assim sua alegria de descobrir por si próprio e sentir segurança em suas próprias capacidades”.  Segundo Myrtha Chokler adiantar as posturas é adiantar os fracassos. Continue lendo “Palavra de… Sylvia Nabinger: filosofia e práticas Emmi Pikler”

Crianças pequenas entendem o que é Projeto?

Chamamos as atividades ligadas a uma temática comum de “Projeto”. Será que são mesmo projetos? As crianças compreendem esse conceito?

Temos o hábito de nomear “projeto” as atividades ligadas a uma temática comum como, por exemplo, Projeto Teatro de Sombras, Projeto das Cores, Projeto Construindo Cidades, Projeto Horta, Projeto Bumba meu boi etc.. Mas…
…será que são mesmo “projetos”?

desenho de foguete

Balão-na-PráticaRefletindo a partir da prática, vamos imaginar que um grupo de crianças se interessa pela Lua (por meio de uma história, um filme, uma conversa na roda, a Lua que se mostra no céu do dia etc.). O professor percebe, registra e planeja intervenções para ampliar descobertas:

Balão-Dúvida-pOnde fica a Lua? Perto, longe …
Como ela é? Qual a sua cor?
O que tem lá? Continue lendo “Crianças pequenas entendem o que é Projeto?”

Palavra de… professor de professor da Educação Infantil: Paulo Fochi

Tempo de Creche conversou com o professor Paulo Fochi sobre bebês. Ouvimos histórias encantadoras e pontos importantes sobre os modismos para refletir.

Frato tudo a seu tempoTempo de Creche conversou com o professor Paulo Fochi sobre bebês. Ouvimos histórias encantadoras e pontos importantes para refletir.

Bebê é bebê!

Tempo de Creche – Como você vê os modismos na relação com os bebês?

Paulo – Os bebês finalmente apareceram, saíram do anonimato. Isso é bom! Como já falou o Tonucci[1], depois do século 19, as crianças passaram a ser percebidas pela sociedade e, naturalmente, os bebês estão sendo.

Parece estranho dizer “as crianças” e “os bebês”, quase soando com algo diferente. Pode parecer que da forma que falei, bebê não é criança. Do ponto de vista acadêmico, de como a ciência vem tratando o tema, os bebês são crianças. Do ponto de vista das crianças, não. Bebê é uma outra categoria. Preciso contar melhor esta história. Continue lendo “Palavra de… professor de professor da Educação Infantil: Paulo Fochi”

Choro frequente e que não para… por quê?

Choro é uma linguagem, mas quando o choro das crianças pequenas é insistente e frequente, desespera. Chorar pode significar uma série de situações desconfortáveis e um pedido de ajuda num momento em que a vida depende dos cuidados e das relações amorosas com os adultos. Tem que ter algo que possamos fazer

O choro insistente e frequente das crianças pequenas desespera…
Choro é uma linguagem utilizada e conhecida por todos os seres humanos na primeira infância, mas vamos perdendo essa forma de comunicação e conquistando outros recursos para expressar nossos sentimentos e também controlá-los.

Chorar pode significar uma série de situações desconfortáveis e um pedido de ajuda num momento em que a vida é dependente dos cuidados e das relações amorosas com os adultos.

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Quais os prováveis motivos?
Bebes e crianças pequenas choram porque estão frustradas por não alcançarem algo, perturbadas com muita luz e barulhos, entediadas com um cenário sempre igual. Podem chorar por que estão com fome, com a fralda encharcada ou suja, estão cansadas, com sono, com cólica e, portanto, a mais óbvia das causas: por problemas relacionados à fisiologia. Continue lendo “Choro frequente e que não para… por quê?”

Planejar é preciso, como chegar ao planejamento que atenda os desejos das crianças?

Como fazer um planejamento que atenda os desejos das crianças, suas vontades, desejos e suas buscas, organizando as propostas do cotidiano da creche. Como saber o que fazer?

Todos se propõe a planejar o seu dia, as suas atividades. Mas como fazê-lo quando este planejamento não se refere só a si, mas a todas as crianças que estão uma boa parte do dia sob sua responsabilidade?
Cada uma tem uma vontade, um desejo e está em um estado de busca.
Quando a proposta é fazer um planejamento que parte destas vontades, desejos e buscas, está se planejando o imprevisível!

Nossa turma sequência

 O que pensar, o que escolher, como é a elaboração deste planejamento?

O professor que tem a preocupação em saber o que fazer com sua turma, tem que estabelecer um ponto de partida. Se as singularidades de suas crianças são importantes este ponto de partida já esta estabelecido. SÃO ELAS.

Tudo começa com observar e escutar sua turma e o que brota nos momentos da Rotina: as ações mais procuradas, os interesses, as demandas, as pesquisas e descobertas, os assuntos que estão bombando entre as crianças. Continue lendo “Planejar é preciso, como chegar ao planejamento que atenda os desejos das crianças?”

O currículo integral e formação de professores na Educação Infantil

O currículo na Educação Infantil é a organização das práticas educativas: espaços, rotinas, materiais que disponibilizamos e as experiências com as linguagens verbais e não verbais que lhes serão proporcionadas e o acolhimento na instituição

Tempo de Creche conversou com Janaina Maudonnet, mestre em educação e especialista em educação em direitos humanos, sobre o currículo integral – ou holístico – e seu potencial nas descobertas da cultura e singularidade das crianças e as demandas na formação do professor na Educação Infantil.

Acervo pedagogia com a Infância

Tempo de CrecheO que é o currículo para a Educação Infantil?

JanainaAo tratarmos de currículo na Educação Infantil, estamos falando do modo de organizar as práticas educativas: os espaços, as rotinas, os materiais que disponibilizamos às crianças, as experiências com as linguagens verbais e não verbais que lhes serão proporcionadas e os modos de acolhimento na instituição.

A forma como organizamos essas práticas tem por trás ideias sobre a finalidade da educação, a maneira como os sujeitos aprendem, o que se deseja que eles aprendam, que tipo de homem queremos formar e para qual tipo de sociedade. Trata-se de uma prática complexa, que necessita de permanente reflexão por parte dos adultos que a oferecem. Continue lendo “O currículo integral e formação de professores na Educação Infantil”