Birra ou o aprendizado de lidar com a expressão das emoções?

Não é raro notarmos atitudes que chamamos de birra, descontrole e falta de limite nos pequenos do grupo. Essas questões estão relacionadas à habilidade de lidar com os sentimentos que, como outras habilidades, devem ser exercitadas, aprendidas e desenvolvidas. Ela começa a se desenvolver no nascimento e continua como um processo durante toda a infância e adolescência. Este aprendizado é a capacidade de reconhecer, expressar e lidar com emoções intensas de forma adequada e oportuna.

Não é raro notarmos atitudes que chamamos de birra, descontrole e falta de limite nos pequenos do grupo. Essas questões estão relacionadas à habilidade de lidar com os sentimentos que, como outras habilidades, devem ser exercitadas, aprendidas e desenvolvidas. Ela começa a se desenvolver no nascimento e continua como um processo durante toda a infância e adolescência. Este aprendizado é a capacidade de reconhecer, expressar e lidar com emoções intensas de forma adequada e oportuna.

Birra

Saber lidar com emoções intensas é uma habilidade conquistada aos poucos, fundamental para o desenvolvimento saudável. Ele favorece as relações, as ações  cooperativas, a lidar com as frustrações e a resolução de conflitos. Os pequenos aprendem essas habilidades por meio de interações com os adultos, e as orientações de pais e educadores com exemplos e explicações claras e gradativas. Continue lendo “Birra ou o aprendizado de lidar com a expressão das emoções?”

Campos de experiências todos os dias!

Quais são Campos de Experiência da criança? Como trabalhar com eles no dia a dia?

Falamos em planejar, registrar, refletir e replanejar como uma postura contemporânea de educador, que percebe as crianças e acolhe suas propostas. Mas isso é suficiente no contexto de Educação Infantil?
Não existem diretrizes a serem seguidas e conteúdos a serem ensinados?

Balão-Dúvida-p→ O que pensar?
→ Por onde começar?
→ Quem pensa sobre a criança e a infância hoje?

campo do conhecimento espacial e matemáticoPodemos partir de uma discussão baseada na Antropologia da Criança para buscar conclusões. Clarice Cohn (2005) disse que a criança produz cultura, não pelos objetos ou relatos que constrói, mas pela formulação de um sentido que dá ao mundo que a rodeia. Segundo a antropóloga, criança não sabe menos, sabe outra coisa e, assim, nós adultos precisamos entrar neste mundo respeitando a cultura que já existe. Essa postura faz toda a diferença ao pensar em “currículos” e “ensinos”, porque não é possível construir desenvolvimento sobre um território desrespeitado ou até destruído. Continue lendo “Campos de experiências todos os dias!”

As histórias para os bebês fazem Ploquet, Pluft, Nhoc!*

Falar de historias para bebês parece estranho Mas práticas e estudos atuais mostram que podem e devem se tornar uma espécie de brincadeira alegre e divertida

Falar de leitura para bebês e crianças pequenas pode soar estranho e ainda é assunto polêmico. Quase sempre associamos a leitura ao aprendizado da escrita ou à ideia de que os bebês não estão capacitados para compreender e absorver de modo ativo e inteligente esta parcela letrada do mundo.

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Estudos e práticas recentes revelam exatamente o contrário.  Reside uma sabedoria infantil que nasce no berço e, livros e leituras podem se tornar uma espécie de brincadeira alegre e divertida para os bebês.

É disto que falaremos daqui para adiante. O que me impulsionou a escrever este texto, além do convite do pessoal do Blog “Tempo de Creche” e da minha afinidade e familiaridade com o assunto, foi a leitura que fiz na Revista Emília e na entrevista que Yolanda Reyes, uma colombiana que defende uma cultura leitora desde o início da vida concedeu ao blog Arte e Infância. Nesta reportagem Yolanda afirma que os primeiros contatos das crianças com a literatura ocorrem em “livros sem páginas, que estão escritos na boca das pessoas”. Continue lendo “As histórias para os bebês fazem Ploquet, Pluft, Nhoc!*”

O que planejar… alguma sugestão?

Qual a fonte de inspiração para fazer bons planejamentos? Sugerimos um esquema que reúne planejamento, informações e registros para facilitar esse caminho.

Balão-Dúvida-pComo ter inspiração para planejar boas propostas, que abranjam todos os campos de experiência das crianças?
Reconhecemos a potência das crianças. Entendemos que precisamos estar à altura dos seus interesses e pesquisas. Sabemos quando “acertamos em cheio” e percebemos as propostas que envolvem os pequenos e rendem mil descobertas. Existe uma fonte inesgotável de sugestões de atividades?

Sim! Tudo se resolve quando a fonte é o que enxergamos e ouvimos das próprias crianças! É ao olhar para o que cativa e provoca descobertas que pode nos conduzir a uma jornada certeira de planejamentos, pesquisas e aprendizados. Do contrário, tudo o que planejarmos será artificial, porque partirá do nosso interesse, da nossa vontade, da nossa brincadeira.

Ao dedicar olhos e ouvidos para as crianças, e esforços para encaminhar suas sugestões, garantimos um estado de experimentação que conduz os pequenos ao desenvolvimento constante. Continue lendo “O que planejar… alguma sugestão?”

Letramento no dia a dia: gradual, lúdico e significativo

Como pensar o letramento e a alfabetização na Educação Infantil? Como é isso na prática?

Balão-Dúvida-pComo pensar o letramento e a alfabetização na Educação Infantil? Quais atividades são prioritárias para o pleno desenvolvimento das crianças?

cartaz salas uniepreRudolf Steiner, um filósofo e educador austríaco do início do século XX, defende que crianças até os sete anos tem que brincar. E ponto! E esta é a responsabilidade da escola.
O exercício das linguagens do corpo, que acontecem durante as atividades físicas, desenvolvem as habilidades motoras e estimulam o sentimento da autoconfiança. Essas capacidades são acompanhadas pelo desenvolvimento neurológico e sensorial que vão garantir o domínio corporal, a linguagem oral e o desenvolvimento da inteligência. Para Steiner, a educação da primeira infância voltada para o brincar conquista mais resultados futuros do que aprender a ler o nome!
Também Vigotski, na mesma época, seguiu nessa linha. O aprendizado da escrita é gradual e deve ser iniciado na primeira infância por meio do fazer simbólico das atividades dessa faixa etária. Para o psicólogo bielorrusso, atividades mecânicas de leitura e escrita atrapalham o amadurecimento porque forçam etapas do desenvolvimento. Por outro lado, a brincadeira garante os pilares para a construção significativa da linguagem.
Então GRADUAL, LÚDICA e SIGNIFICATIVA parecem ser as chaves para pensar os conteúdos que contribuem com o amadurecimento neuropsíquico da criança, que a levará a dominar o sistema de símbolos da leitura e escrita na alfabetização.

Continue lendo “Letramento no dia a dia: gradual, lúdico e significativo”

Brincadeira livre ou conduzida?

O Documentário Território do Brincar: Diálogo com Escolas é um recurso preciosos para inspirar educadores e provocar reflexões profundas sobre as brincadeiras em encontros e paradas pedagógicas. Conheça nossas dicas para mergulhar nesse conteúdo!

O que desperta sua inspiração?
O documentário Território do Brincar Diálogo com Escolas é uma ótima fonte!

Território do Brincar mangueCoordenadores e professores estão constantemente buscando recursos e estratégias para alimentar discussões, trocas e formações nos encontros, reuniões e paradas pedagógicas. Foi lançado um documentário sob medida para provocar muita reflexão sobre um tema que é a essência da infância e, por consequência do currículo da Educação Infantil: a brincadeira.

Em mais um projeto vivo e profundo, a parceria Território do Brincar com o Instituto Alana nos traz uma lição sobre a infância. Aquela que ficou guardada num cantinho da cabeça e do coração e que nós, educadores, precisamos resgatar para olhar e enxergar as crianças com as quais trabalhamos.

O Documentário “Território do Brincar: diálogo com as escolas” apresenta o projeto de dois anos de viagens da educadora Renata Meireles e do documentarista David Reeks para registrar o universo brincante das infâncias do Brasil e um diálogo franco com 6 escolas para trocar e perceber os ecos que partiriam desses registros. Continue lendo “Brincadeira livre ou conduzida?”

Rotina é recurso de aprendizagem?

A Rotina é o dia a dia da creche.
Muitas das atividades têm que ocorrer todos os dias.
Podemos ensinar e aprender com elas? Podemos desenvolvê-las com significados diferentes?

rotina 2

Sabemos que a natureza funciona de forma organizada, conectada e com ritmo. As crianças, como organismos vívidos e criativos, estão mergulhadas nesse sistema e se desenvolvem respeitando sua organização. Continue lendo “Rotina é recurso de aprendizagem?”

Por que criança morde? 12 Soluções!

Criança morde? Isso é um comportamento comum. Também é motivo de preocupação. A boa notícia é que damos 12 dicas para trabalhar essa situação!

mordida de criançaMorder é um comportamento muito comum entre as crianças. Isso significa que existem muitos educadores e pais preocupados com a questão. Então … você não está sozinho! A boa notícia é que há muito a fazer para reduzir e até eliminar as mordidas.

Para preparar o terreno e resolver com eficácia este desafio, antes de tudo, evite chamar ou pensar nas crianças que mordem como os “terríveis” ou maus elementos! Peça aos outros também que não se refiram a elas dessa forma. Rotular as crianças pode realmente levá-las a assumir a identidade que lhes é atribuída, o que intensifica o comportamento de morder em vez de eliminá-lo.

Crianças mordem a fim de lidar com um desafio ou satisfazer uma necessidade. Por exemplo, a criança pode estar mordendo para expressar um sentimento forte (como frustração), comunicar a necessidade de espaço pessoal (talvez outra criança esteja muito perto!) ou para satisfazer uma necessidade de estimulação oral. Tentar compreender a causa “invisível” das mordidas vai ajudar a desenvolver uma estratégia mais eficaz para eliminar o comportamento. Pergunte-se: Continue lendo “Por que criança morde? 12 Soluções!”

Em que língua falo com minhas crianças?

Não é fácil traduzir sentimentos e emoções em palavras. Como estimular, então, aquilo que as palavras não dizem? Leia na postagem EM QUE LINGUA FALO COM AS MINHAS CRIANÇAS?

Balão-Dúvida-pComo contribuir para que as criança se comuniquem?

Às vezes é frustrante notar alguns pequenos com estado de espírito fragilizado e não conseguir “ser um ombro amigo”.  Acolhemos nos braços, tentamos conversar, mas percebemos que a criança tem o que falar e não consegue se expressar. 

Linguagem do corpo

Não é fácil para nós, adultos, traduzir sentimentos e emoções em palavras. Que dirá para as crianças em pleno amadurecimento global.

Nos encontramos, então, numa encruzilhada entre a disposição para ajudar e a dificuldade em dialogar.

Balão-Dúvida-pEssa situação tem solução?
Como resolver a questão? Continue lendo “Em que língua falo com minhas crianças?”

Conhecer outras experiências para se reconhecer e crescer!

Visitamos outra creche e aprendemos muito! Leia o artigo sobre UNIEPRE e os aprendizados dessa ação: materiais e espaços, coordenação e equipe pedagógica, trabalho pedagógico, relação com as famílias, trabalho com a saúde.

entrevista UNIEPREEm 2014 falamos sobre a importância e a relevância de visitar outras creches e espaços de Educação (Visitar outras creches: valioso recurso de trocas e reflexão). Uma experiência que traz recursos para repensar a nossa ação e crescer. Dessa vez visitamos uma creche – ou centro de Educação Infantil – gerida pela UNIEPRE. Aprendemos muitas lições que compartilhamos aqui!

 

UNIEPRE logoA UNIEPRE é uma instituição de Educação Infantil que implanta e faz a gestão de creches e pré-escolas dentro de empresas, como benefício para os funcionários. Nossa visita aconteceu na unidade da indústria de medicamentos Aché Laboratórios.

Flávia Vasconcellos Gusmão (diretora) e Sheilla André Carlos da Silva (coordenadora da unidade) nos receberam, mostraram a estrutura, o trabalho pedagógico, o olhar apurado para a gestão da saúde e a sabedoria de acolher e compartilhar a educação com as famílias.

UNIEPRE sala para mãesAs mães das crianças da UNIEPRE podem visitar seus filhos a qualquer momento e sem hora marcada. Isso atrapalha o andamento da rotina? Não e sim! NÃO, porque a mãe, se quiser, pode “espiar” seu filho ou se integrar nas atividades, respeitando o interesse da criança no seu momento. E SIM, porque existe uma estrutura que recebe a mãe que quer passar um tempo com sua criança e concede um espaço organizado com livros, jogos e poltronas para que o momento aconteça gostoso, de forma proveitosa para os dois. Continue lendo “Conhecer outras experiências para se reconhecer e crescer!”