Projetos e temas: um convite à aventura

Como definir e encaminhar temas e projetos? A consulta de uma professora de São Paulo nos fez refletir…

Nossa leitora Cristina Amorim, professora de SP, pediu uma dica para trabalhar a cultura do Ceará com sua turma (faixa etária: 4 anos), que será seu próximo projeto.

Gostaria de saber se vocês tem alguma dica sobre a cultura do Ceará pois esse será meu próximo projeto com meus pequenos, não posso fazer feio. Vale tudo, a comida, a dança, o povo qualquer coisa que desperte neles o prazer em conhecer esse lugar lindo!

 

Jangadas

Essa solicitação levantou a questão da definição e do encaminhamento de temas de projetos: a forma como o professor pensou no tema, os conteúdos envolvidos e uma abordagem compatível com a faixa etária e a concepção de infância.

O aprendizado na primeira infância está associado às vivências e às experiências sentidas. Sim: SENTIDAS! Porque criança não aprende só com a cabeça, ela se envolve por inteiro: corpo + sensações + emoções + intelecto.

Para aprender a criança precisa se entregar de corpo E alma. Então, aquilo que é proposto deve fazer sentido, ser interessante e sensibilizar A CRIANÇA. Do contrário, não acontece a entrega. Continue lendo “Projetos e temas: um convite à aventura”

Silvia Ferraresi e Ana Elisa Machado falam de inclusão e do direito de brincar

Para a fisioterapeuta Silvia Ferraresi e a fonoaudióloga Ana Elisa Machado toda a criança tem o direito de brincar! Elas conversam com o Blog sobre inclusão e Tecnologia Assistiva.

Silvia Ferraresi Ana Elisa ChavesPara a fisioterapeuta Silvia Ferraresi e a fonoaudióloga Ana Elisa Machado toda a criança tem o direito de brincar! Elas conversaram com o Tempo de Creche sobre inclusão e Tecnologia Assistiva, que é a utilização de recursos – simples ou sofisticados – para melhorar as funções das pessoas com deficiência.

TEMPO DE CRECHE – O que precisa nortear a atuação de um professor preocupado com a inclusão?

Um professor preocupado com a inclusão precisa ter empatia e comprometimento com a criança. Ele precisa conhecer a dificuldade que a criança tem, para poder pensar em maneiras de contornar essa dificuldade e proporcionar o aprendizado. Ele precisa saber que cada aluno é diferente e aprende de formas diferentes, mas que isso não impossibilita que a turma seja um grupo. O professor precisa ser o mediador entre a criança deficiente e as outras crianças da sala, até que a criança deficiente seja incluída socialmente no grupo. O professor não precisa, necessariamente, saber detalhes de uma determinada patologia, mas deve estar aberto para conhecer algo novo, flexível para modificar suas estratégias de ensino quando necessário e disponível para utilizar meios alternativos de comunicação, tecnologia assistiva e técnicas de manuseio. Continue lendo “Silvia Ferraresi e Ana Elisa Machado falam de inclusão e do direito de brincar”

Socorro: minha turma é difícil!

Às vezes olhamos para a nossa turma e pensamos: Acho que fomos sorteados! Que turma difícil! Para mergulharmos nesse contexto, propomos uma viagem reflexiva.

Frato Creche não é um cabideiroNossa crianças são brincantes, alegres, energéticas, corporais, cheias de iniciativas e exploradoras do mundo que as cerca! Mas, às vezes olhamos para a nossa turma e pensamos: acho que fomos sorteados! Que turma difícil!

Enxergamos uma reunião de diversos perfis: o hiperativo, com o endiabrado, com o líder, com a esperta, com o agressivo, tudo num filme que poderia se chamar “Os Sem-limite”!

Você já se sentiu assim?

Com essa reunião de personalidades marcantes, o dia a dia fica denso, cansativo, imprevisível e dá uma sensação de que não conseguimos produzir nada com a turma. Continue lendo “Socorro: minha turma é difícil!”

Planejamento, Registro e Reflexão organizados em duas práticas tabelas!

Tempo de Creche organizou conteúdos sobre Planejamento, Registro e Reflexão em práticas tabelas para você testar!

 

IMAGEM REGISTRAR REFLETIR PLANEJAR

Balão Dúvida pO que pensar no momento de fazer o Planejamento?

Como registrar o que acontece durante o desenvolvimento das propostas?

Como pensar sobre o que ocorreu e aproveitar essas informações?

O que não pode ser esquecido?

Como simplificar estas tarefas?

Tempo de Creche organizou os conteúdos que tem sido apresentados e discutidos nos diversos posts sobre esses assuntos em práticas tabelas. Que tal experimentar os formatos e perceber se podem ajudar ou se podem ser transformados para ficarem com seu jeito. Continue lendo “Planejamento, Registro e Reflexão organizados em duas práticas tabelas!”

Aguçando os sentidos e construindo saberes

educadora Amanda Tojal valoriza educação para os sentidos como um recurso pedagógico para todas as crianças e na inclusão de crianças com deficiências.

A museóloga e educadora de museus, consultora de Acessibilidade em Ação Educativa Inclusiva, Amanda Fonseca Tojal, valoriza educação para os sentidos como um recurso pedagógico para todas as crianças e principalmente para o estimulo na inclusão de crianças com deficiências.

Tempo de Creche – O que se deve proporcionar para uma criança que está começando a descobrir a vida?

 Amanda – O que eu tenho visto hoje em dia, cada vez mais, é a virtualização do nosso ambiente, a virtualização da nossa vida e da nossa comunicação. Claro que eu não estou criticando e não sou contra este tipo de tecnologia. Ela é muito importante. Ela é fascinante e este processo não tem retorno. Continue lendo “Aguçando os sentidos e construindo saberes”

Adaptação em processo: você já é o brinquedo favorito das suas crianças?

Com praticamente um mês de adaptação ainda tem crianças chorando e resistindo para vir à creche. Que tal seguir um roteiro de perguntas e reflexões para pensar sobre a situação?

Professor, o choro de algumas crianças ainda “contamina” as outras do grupo e você não sabe mais o que fazer? …

Imagem crianças post você é o brinquedo

Com praticamente um mês de trabalho na Educação Infantil, muitas turmas ainda têm crianças que choram (porque essa é a forma que utilizam para expressar suas angústias!), outras que encontram maior dificuldade para se integrarem e parece que não chegam à creche com o ânimo e vontade que certamente ocorrerá ao longo do ano. Essa situação que parece fora de hora (afinal já se passou tanto tempo!) e causa ansiedade porque você, como professor, não consegue planejar propostas de atividades com a certeza de que vai contar com a adesão do grupo, pode ser pensada de outra maneira?

Balão Dúvida pMas essa maneira deve ser o X da questão! Então, quais são os objetivos do planejamento das propostas para abordarmos essa situação?

O objetivo principal nesse momento é a construção do seu vínculo com a turma. Você deve ser o centro desse relacionamento focado em cada criança individualmente. Nessa fase, é você com o Pedro e o Pedro com você; você com Maria e a Maria com você; você com o João e o João com você … e o elo que une essas relações baseia-se na seguinte questão: Continue lendo “Adaptação em processo: você já é o brinquedo favorito das suas crianças?”

Por que Heloísa? ensina-nos a repensar o conceito de deficiência

Cristiana Soares, mãe e autora de Por que Heloísa? conversou com a equipe do Tempo de Creche. Cristiana nos conta na sua forma objetiva e direta por que não ter medo de ter um aluno com deficiência em sala de aula.

Cristiana Soares, mãe e autora de Por que Heloísa? conversou com a equipe do Tempo de Creche. Cristiana nos conta na sua forma objetiva e direta por que não ter medo de ter um aluno com deficiência em sala de aula.

Por que Heloisa

 

Tempo de Creche – Muitos professores têm receio em ter um aluno com deficiência em sala de aula, como você vê esta situação?

Cristiana – Acho que o principal é dizer a eles que, como qualquer outra, uma criança com deficiência é ÚNICA. Mesmo se compararmos duas com o mesmo tipo de deficiência. Cada uma tem uma história individualizada.

Portanto, a primeira coisa a se fazer é conhecer a criança. E isso só pode acontecer no dia a dia. Com calma, procurando ter a mente aberta e procurar ver a criança antes da deficiência dela. Continue lendo “Por que Heloísa? ensina-nos a repensar o conceito de deficiência”

Adaptação: ansiedades e possibilidades

ADAPTAÇÃO: uma situação que geralmente perdura um mês, gera ansiedades e angústias de todos os lados, mas é também pensada e estudada. Descubra o que pensam alguns profissionais e estudiosos da questão.

Frato meninaReunimos pensamentos de diversos profissionais e temas relacionados ao período de adaptação das crianças a ambientes desconhecidos, entre eles, a creche e o início do ano letivo. Essa é uma situação que geralmente perdura um mês, gerando ansiedades e angústias de todos os lados: professores, pais e crianças. Mas também é uma questão pensada e estudada. Conhecer as diversas visões sobre o assunto pode transformar o medo do desconhecido num primeiro passo para atravessamos a porta de entrada!

Balão numero 1O primeiro passo na visão de alguns estudiosos

“O momento de visita de uma criança a um local [museu] é inaugural, ou seja, ao mesmo tempo, inaugura um novo lugar e inaugura um novo você”.
Coordenadora do Núcleo de Ação Educativa da Pinacoteca, Mila Chiovatto, em depoimento para o Bolg Tempo de Creche (“É preciso olhar o mundo com olhos de criança”. Henri Matisse) 

“Temos que ter o maior cuidado com este primeiro encontro [da criança com o local/museu], o tempo inaugural. É preciso ter profissionais cuidadores do tempo inaugural. É o futuro que está sendo construído. É uma alta responsabilidade”
Luiz Guilherme Vergara, educador, curador e atualmente diretor do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, em depoimento para o Blog Tempo de Creche (“É preciso olhar o mundo com olhos de criança”. Henri Matisse) 

 A creche é uma espécie de segunda casa das crianças. Elas vão passar boa parte de seu dia neste ambiente. Na realidade, é o primeiro de uma sequência de lugares educativos, se entendermos a creche como a porta de entrada da vida escolar. Continue lendo “Adaptação: ansiedades e possibilidades”

Repetir propostas para crianças. Será?

Educadores sofrem com a ansiedade de buscar atividades cada vez mais diversificadas. As surpresas movem as crianças porque intrigam, despertam interesse e descobertas. Mas, para movê-las, não é necessário inventar novidades a todo o momento.

atividades para repetir

Educadores de educação infantil geralmente sofrem da ansiedade de buscar rotineiramente atividades diversificadas. E não se trata de buscar a ampliação das pesquisas que as crianças fazem. Trata-se de inovar os formatos das propostas para buscar novos processos e resultados.

Realmente, as surpresas movem as crianças porque intrigam, despertam o interesse e as descobertas. Mas, para movê-las nesse sentido, não é necessário inventar novidades a todo o momento.

Balão Dúvida pPor quê? Continue lendo “Repetir propostas para crianças. Será?”

Primeiro dia na creche: um olhar novo de tudo

Todo início do ano as creches recebem crianças novas que passam pelo período de adaptação. Tempo de Creche propõe aos coordenadores uma ação de interação com a participação dos pais, na apresentação da creche para as novas crianças e uma descoberta de novidades para os que já conviveram nos anos anteriores.

Anelise Csapo, supervisora do Núcleo Educativo da Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Literatura e Poesia, em sua fala no I Seminário Bebês no Museu* relatou o programa Faz do colo uma casa*1, que consiste em  visitar à Casa das Rosas com bebê no colo, com intuito de explorar o espaço da casa, seja para um familiar ou cuidador de criança até um ano de idade.

Seminário Bebês no MuseuTempo de Creche encontrou nessa proposta uma possibilidade de aplicação nas creches e pré-escolas. Vamos entender o porquê numa conversa com a Anelise:  Continue lendo “Primeiro dia na creche: um olhar novo de tudo”