Neurociência, aprendizagem e desenvolvimento infantil – 12 a 18 meses

Série Neurociências, aprendizagem e desenvolvimento infantil: Quadros Facilitadores para explicar o bebê de 12 a 18 meses – o que esses pequenos querem da vida?

criança 12 a 18 meses caminhandoOs bebês são pesquisadores. Nascem com a curiosidade e a iniciativa para descobrir o mundo que os cerca. Eles parecem particularmente interessados nas propriedades físicas dos objetos, testando-os com todos os seus sentidos. O que acontece de 12 a 18 meses?

Os bebês também mergulham nos mistérios do próprio corpo. Engajam-se em desafios complicados e, numa insistência brincante, vencem obstáculos e adquirem novas habilidades a cada dia.

Por volta dos 12 meses, estão percorrendo a jornada da fala. Ouvem quem conversa com eles e criam combinações de sons buscando serem compreendidos. Em nenhuma fase da vida do ser humano a atividade cerebral é tão intensa! Pais, familiares e professores, cuidadores desses pequenos e incríveis seres humanos têm o privilégio de presenciar conquistas geniais.

Nessa postagem, os bebês já estão com idade entre 12 e 18 meses. Por meio de Quadros Facilitadores, você poderá conhecer aspectos importantes do desenvolvimento infantil e obter dicas para observar, registrar e planejar um trabalho pedagógico adequado e qualificado. Continue lendo “Neurociência, aprendizagem e desenvolvimento infantil – 12 a 18 meses”

Avaliação PARA a aprendizagem e não DA aprendizagem

Uma matéria sobre Educação Infantil publicada no jornal Estado de São Paulo mexeu conosco: escolas preparam indicadores de avaliação para que educadores e familiares acompanhem o desenvolvimento das crianças: o que se espera do desenvolvimento infantil nas escolas?

O Jornal O Estado de São Paulo (16/05/2016) publicou uma matéria sobre Educação Infantil que mexeu conosco: “Sem boletim, ensino infantil ganha relatório – na falta de provas, escolas investem em avaliar detalhadamente como se dá o desenvolvimento das habilidades cognitivas das crianças”.
A gente se perguntou:
Qual a concepção de infância que permeia essa abordagem de avaliação?
O que se espera do desenvolvimento infantil no âmbito das escolas, numa era marcada pelos estudos das múltiplas inteligências de Howard Gardner?

Reportagem Estado de São Paulo 16-05-1016

Segundo a reportagem do jornal, algumas escolas vêm investindo na elaboração de instrumentos detalhados para avaliar as habilidades e comportamentos das crianças. Questões como reconhecer as letras do próprio nome, contar de 1 a 10, colocar e abotoar o casaco, amarrar os cadarços do sapato e aguardar a vez numa situação social são foco desses relatórios que abordam o desenvolvimento infantil.

A fase da primeira infância, tão pautada pelo contexto familiar e cultural da criança, pela incrível capacidade de pesquisa e pela transversalidade da aprendizagem traz surpresa ao ser tratada de forma unificada, com instrumentos como os citados na reportagem. Continue lendo “Avaliação PARA a aprendizagem e não DA aprendizagem”

Neurociência, aprendizagem e desenvolvimento infantil – 6 a 12 meses

Da série de postagens sobre Neurociência, aprendizagem e desenvolvimento infantil: o que acontece com bebês de 6 a 12 meses? Como aprendem? O que propor?

Os bebês são sensíveis às emoções e desde muito cedo são capazes de se expressar…
Os bebês aprendem, essencialmente, imitando os adultos e crianças com as quais convivem.
Os bebês praticam seus aprendizados testando e repetindo as ações e movimento muitas vezes.
Como o professor pode ensinar os bebês e crianças pequenas a partir dessa informação?
Nesta segunda postagem da série Neurociência, aprendizagem e desenvolvimento infantil abordamos a fase dos bebês de 6 a 12 meses.

Quadro Facilitador Neurociencia desenvolvimento infantil

À medida que o bebê cresce e desenvolve a sua musculatura, exercita seus movimentos, vai ganhando controle sobre o próprio corpo, passando de gestos bruscos, “meio estabanados” a movimentos refinados, controlados e com intenção determinada. Continue lendo “Neurociência, aprendizagem e desenvolvimento infantil – 6 a 12 meses”

Neurociência, aprendizagem e desenvolvimento infantil – 2 a 6 meses

O que a neurociência nos conta sobre as aprendizagens e o desenvolvimento dos bebês?
Como isso acontece em cada faixa etária? Acompanhe a nova série de postagens!

O ser humano aprende somente aquilo que lhe parece útil, prazeroso e que faça algum sentido para ele.
Como o professor pode ensinar os bebês e crianças pequenas a partir dessa informação?
Elaboramos uma série de postagens que organiza as informações fundamentais para que os educadores tenham sempre à mão os pontos mais significativos do desenvolvimento nervoso e dicas para observar e planejar sua atuação.

O conhecimento do funcionamento e das estruturas do sistema nervoso avança a cada dia. A área responsável por estes estudos é a Neurociência. Aliar suas descobertas à nossa experiência em Pedagogia e à valorização da história e da cultura de cada criança, enriquece a atuação e favorece o planejamento de um ambiente efetivamente educador.
Com quais culturas estamos lidando?
Qual a história de cada pequeno?
Como funciona o sistema responsável pelas aprendizagens que cada criança fará do mundo?
O que saber, observar e quais as estratégias para trabalhar com o incrível desenvolvimento do cérebro humano?

bebes

Publicaremos uma série de 5 postagens levantando os pontos mais significativos de cada fase do desenvolvimento nervoso, sensorial, motor, da linguagem, da cognição, aprendizagem e da subjetivação (relação e subjetividade): Continue lendo “Neurociência, aprendizagem e desenvolvimento infantil – 2 a 6 meses”

História: Mordida não, Napoleão!

Baixe o livro infantil MORDIDA NÃO, NAPOLEÃO!, do Tempo de Creche, para trabalhar a questão da mordida nas rodas de história.

Depois de procurar e não encontrar, escrevemos um pequeno livro digital de história infantil com a temática da MORDIDA. O livro com enredo da Joyce M. Rosset, foi deliciosamente ilustrado por Pietro Nicolodi.

Nesta época do ano as mordidas estão em pleno vapor! Trabalhar essa questão com as crianças exige paciência e dedicação. O educador precisa aperfeiçoar a escuta,  manter o radar ligado e ensinar aos pequenos alternativas para expressar as suas frustrações. Conversar com o grupo sobre esse tema também ajuda. As histórias contadas nas rodas são um bom disparador para colocar todos, mordedores e mordidos, na conversa. 

Livro Mordida Não Napoleão (clique no título para baixar o PDF) fala de um menino que descobre a própria boca. Ao ser mordido pelo seu cachorro pequenino, percebe que a boca pode também machucar. A história sugere paradas ao longo do enredo com perguntas que colocam a turminha para pensar e falar.

Você pode imprimir as imagens, montar o livrinho e ler para as crianças. Também pode imprimir versões menores para deixar à disposição dos pequenos nos cantos de leitura. Desse modo, a história e o contexto passarão a fazer parte do acervo intelectual da turma.

Bom proveito!

capa 1 livro Mordida não Naoleão Continue lendo “História: Mordida não, Napoleão!”

Socorro, minha turma é difícil!

Às vezes olhamos para a nossa turma e pensamos: acho que fomos sorteados! Que turma difícil! Como entender essa situação? O que fazer?

Frato Creche não é um cabideiroNossa crianças são brincantes, alegres, energéticas, corporais, cheias de iniciativas e exploradoras do mundo que as cerca! Mas, às vezes olhamos para a nossa turma e pensamos: acho que fomos sorteados! Que turma difícil !

Enxergamos uma reunião de diversos perfis: o hiperativo, com o endiabrado, com o líder, com a esperta, com o agressivo, tudo num filme que poderia se chamar “Os Sem-limite”!
Você já se sentiu assim?
Com essa reunião de personalidades marcantes, o dia a dia fica denso, cansativo, imprevisível e dá uma sensação de que não conseguimos produzir nada com a turma. Continue lendo “Socorro, minha turma é difícil!”

Trauma infantil: uma caminhada de mãos dadas com a criança

O trauma infantil é uma realidade na Educação. Como ficar sensível ao sofrimento das crianças que vivem situações traumáticas? Como trabalhar com elas?

O trauma infantil é uma realidade que lidamos no dia a dia da Educação.
Como ficar sensível ao sofrimento das crianças que vivem situações traumáticas?
Como desenvolver um trabalho que contribua para fazer brotar suas capacidades e empoderá-las? 

crianças 1Ao atravessar momentos de pesar, a tristeza fica evidente. Porém, ao vivenciar o trauma, os sintomas expressos pelas crianças podem dificultar a correlação com os acontecimentos traumáticos. Na verdade, alguns comportamentos das crianças em sofrimento – frustração, impaciência, dificuldade de concentração, de seguir regras e de se relacionar – podem ser confundidos com outras questões, dificultando a aproximação mais adequada dos adultos ao problema real.

Continue lendo “Trauma infantil: uma caminhada de mãos dadas com a criança”

Como dizer NÃO para crianças pequenas?

Como dizer NÃO para crianças que nasceram para explorar? Como trabalhar limites com bebês e crianças pequenas?

Crianças nasceram com o gene da exploração! São pesquisadoras natas do mundo que as cerca e, aos poucos, vão tendo suas fronteiras ampliadas. No fuça, mexe, remexe, segura, transporta, tira e põe, os adultos ficam ansiosos, receosos pela segurança e não sabem como agir para estabelecer limites: não dá para abrir os armários da sala e tirar tudo de dentro, lidando com grupos de 18 crianças! Brincar de abrir e bater portas pode machucar!
O que fazer para interromper algumas dessas “investigações”? Como trabalhar os limites nessas situações?

PESQUISAS PERIGOSAS DE CRIANÇA

A casa, os ambientes da creche e, em especial, a sala, são o mundo das crianças. Isso significa que esses universos precisam ser explorados para serem totalmente reconhecidos. Paralelamente, controlar o ímpeto de pesquisa não é fácil e nem natural nessa faixa etária. Os impulsos ainda não conseguem ser freados pelos pequenos e, apesar dos alertas dos adultos capturarem a atenção, em poucos minutos eles estão de volta às portas, gavetas e armários!

O que fazer? Continue lendo “Como dizer NÃO para crianças pequenas?”

Adaptação: ansiedade e possibilidades

ADAPTAÇÃO: uma situação que geralmente perdura um mês, gera ansiedades e angústias de todos os lados, mas também é pensada e estudada. Descubra!

Reunimos pensamentos de diversos profissionais e temas relacionados ao período de adaptação das crianças a ambientes desconhecidos, entre eles, a creche e o início do ano letivo. Essa é uma situação que geralmente perdura um mês, gerando ansiedades e angústias de todos os lados: professores, pais e crianças. Mas também é uma questão pensada e estudada. Conhecer as diversas visões sobre o assunto pode transformar o medo do desconhecido num primeiro passo para atravessamos a porta de entrada!

Frato menina

 

Balão numero 1O primeiro passo na visão de alguns estudiosos

“O momento de visita de uma criança a um local [museu] é inaugural, ou seja, ao mesmo tempo, inaugura um novo lugar e inaugura um novo você”.
Coordenadora do Núcleo de Ação Educativa da Pinacoteca, Mila Chiovatto, em depoimento para o Bolg Tempo de Creche (“É preciso olhar o mundo com olhos de criança”. Henri Matisse)  Continue lendo “Adaptação: ansiedade e possibilidades”

Professoras sabidas: seis dicas práticas para a adaptação

6 dicas práticas testadas por professoras espertas para a adaptação!

A adaptação dos pequenos na creche é motivo de ansiedade para pais, equipes pedagógicas e crianças. Temos muita pesquisa e fundamentação que precisa ser estudada, refletida e experimentada pelos professores para alicerçar o trabalho nessa etapa. O Tempo de Creche tem publicado uma série de postagens que valem a visita.

Mas alguns professores desenvolvem práticas comprovadas pela experiência que ajudam e podem inspirar outros profissionais. Vamos a seis delas:

criança no colo da mae 21- Na hora da chegada à creche, se a criança estiver no colo da mãe ou do responsável, NUNCA tire ela diretamente do colo! Não faça o papel de quem separa o pequeno de sua mãe! Peça para o responsável colocar a criança no chão e aí você pode pegá-lo e colocá-lo no seu colo.

 

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