Socorro: minha turma é difícil!

Às vezes olhamos para a nossa turma e pensamos: Acho que fomos sorteados! Que turma difícil! Para mergulharmos nesse contexto, propomos uma viagem reflexiva.

Frato Creche não é um cabideiroNossa crianças são brincantes, alegres, energéticas, corporais, cheias de iniciativas e exploradoras do mundo que as cerca! Mas, às vezes olhamos para a nossa turma e pensamos: acho que fomos sorteados! Que turma difícil!

Enxergamos uma reunião de diversos perfis: o hiperativo, com o endiabrado, com o líder, com a esperta, com o agressivo, tudo num filme que poderia se chamar “Os Sem-limite”!

Você já se sentiu assim?

Com essa reunião de personalidades marcantes, o dia a dia fica denso, cansativo, imprevisível e dá uma sensação de que não conseguimos produzir nada com a turma. Continue lendo “Socorro: minha turma é difícil!”

Adaptação em processo: você já é o brinquedo favorito das suas crianças?

Com praticamente um mês de adaptação ainda tem crianças chorando e resistindo para vir à creche. Que tal seguir um roteiro de perguntas e reflexões para pensar sobre a situação?

Professor, o choro de algumas crianças ainda “contamina” as outras do grupo e você não sabe mais o que fazer? …

Imagem crianças post você é o brinquedo

Com praticamente um mês de trabalho na Educação Infantil, muitas turmas ainda têm crianças que choram (porque essa é a forma que utilizam para expressar suas angústias!), outras que encontram maior dificuldade para se integrarem e parece que não chegam à creche com o ânimo e vontade que certamente ocorrerá ao longo do ano. Essa situação que parece fora de hora (afinal já se passou tanto tempo!) e causa ansiedade porque você, como professor, não consegue planejar propostas de atividades com a certeza de que vai contar com a adesão do grupo, pode ser pensada de outra maneira?

Balão Dúvida pMas essa maneira deve ser o X da questão! Então, quais são os objetivos do planejamento das propostas para abordarmos essa situação?

O objetivo principal nesse momento é a construção do seu vínculo com a turma. Você deve ser o centro desse relacionamento focado em cada criança individualmente. Nessa fase, é você com o Pedro e o Pedro com você; você com Maria e a Maria com você; você com o João e o João com você … e o elo que une essas relações baseia-se na seguinte questão: Continue lendo “Adaptação em processo: você já é o brinquedo favorito das suas crianças?”

Adaptação: ansiedades e possibilidades

ADAPTAÇÃO: uma situação que geralmente perdura um mês, gera ansiedades e angústias de todos os lados, mas é também pensada e estudada. Descubra o que pensam alguns profissionais e estudiosos da questão.

Frato meninaReunimos pensamentos de diversos profissionais e temas relacionados ao período de adaptação das crianças a ambientes desconhecidos, entre eles, a creche e o início do ano letivo. Essa é uma situação que geralmente perdura um mês, gerando ansiedades e angústias de todos os lados: professores, pais e crianças. Mas também é uma questão pensada e estudada. Conhecer as diversas visões sobre o assunto pode transformar o medo do desconhecido num primeiro passo para atravessamos a porta de entrada!

Balão numero 1O primeiro passo na visão de alguns estudiosos

“O momento de visita de uma criança a um local [museu] é inaugural, ou seja, ao mesmo tempo, inaugura um novo lugar e inaugura um novo você”.
Coordenadora do Núcleo de Ação Educativa da Pinacoteca, Mila Chiovatto, em depoimento para o Bolg Tempo de Creche (“É preciso olhar o mundo com olhos de criança”. Henri Matisse) 

“Temos que ter o maior cuidado com este primeiro encontro [da criança com o local/museu], o tempo inaugural. É preciso ter profissionais cuidadores do tempo inaugural. É o futuro que está sendo construído. É uma alta responsabilidade”
Luiz Guilherme Vergara, educador, curador e atualmente diretor do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, em depoimento para o Blog Tempo de Creche (“É preciso olhar o mundo com olhos de criança”. Henri Matisse) 

 A creche é uma espécie de segunda casa das crianças. Elas vão passar boa parte de seu dia neste ambiente. Na realidade, é o primeiro de uma sequência de lugares educativos, se entendermos a creche como a porta de entrada da vida escolar. Continue lendo “Adaptação: ansiedades e possibilidades”

Educação de 0 aos 3 anos: contribuições de Emmi Pikler

A especialista em Educação Infantil Suzana Soares vai aprofundar a relação bebê – educador na Abordagem Pikler-Lóczy a partir de março no curso oferecido pela CONVERSO Assessoria.

A especialista em Educação Infantil Suzana Soares vai aprofundar a relação bebê – educador na Abordagem Pikler-Lóczy a partir de março no curso oferecido pela CONVERSO Assessoria.  Tempo de Creche foi conversar com Suzana para compreender melhor os aprendizados do bebê nos primeiros anos com esta abordagem.

Cenas do filme

“Enquanto aprende a contorcer o abdômen, rolar, rastejar, sentar, ficar de pé e andar, (o bebê) não apenas está aprendendo aqueles movimentos como também o seu modo de aprendizado. Ele aprende a fazer algo por si próprio, aprende a ser interessado, a tentar, a experimentar. Ele aprende a superar dificuldades. Ele passa a conhecer a alegria e a satisfação derivadas desse sucesso, o resultado de sua paciência e persistência.”

O que o seu bebê já consegue fazer?  (What can your baby do already?), Emmi Pilker, Hungria / 1940

Tempo de Creche  – Vamos iniciar a nossa conversa perguntando, quais são os principais aspectos desta abordagem?

Suzana – Há dois aspectos fundamentais na Abordagem Pikler-Lóczy. Um deles é a valorização do vínculo entre bebê e educadora (ou mãe) e o outro é o brincar livre. Depois de ser nutrido emocionalmente com uma interação profunda, o bebê fica em um local confortável e seguro, no chão sobre madeira ou tecidos, junto com outros bebês, para que se relacione com eles e com objetos lúdicos e pesquise, por ele mesmo, as maneiras possíveis de movimentação. Os educadores observam e atuam quando necessário. Continue lendo “Educação de 0 aos 3 anos: contribuições de Emmi Pikler”

“É preciso olhar o mundo com olhos de criança”. Henri Matisse

O Núcleo de Ação Educativa da Pinacoteca de São Paulo inaugurou no último domingo, 25/01/15, um novo espaço voltado para ações educativas. Estudado e construído com um olhar multiuso, o Espaço NAE possibilita atividades poéticas do educativo do museu com o público em geral, inclusive o infantil e também encontra/se voltado para a formação de educadores.

Logo do Espaço NAEO Núcleo de Ação Educativa da Pinacoteca de São Paulo inaugurou no último domingo, 25/01/15, um novo espaço voltado para ações educativas.  Estudado e construído com um olhar multiuso, o Espaço NAE possibilita atividades poéticas do educativo do museu com o público em geral, inclusive o infantil e também encontra/se voltado para a formação de educadores. A inauguração do Espaço NAE contou com a participação de Luiz Guilherme Vergara, educador, curador e atualmente diretor do Museu de Arte Contemporânea de Niterói e dos conectores platônicos: artistas educadores do MAC que desenvolveram atividades de reflexão sobre as possibilidades educativas dos espaços culturais.

Vergara com paralepipidoDurante o encontro, Vergara abordou o desafio do trabalho dos educadores diante dos movimentos de sentir para perceber, correlacionando o mundo das ideias e possibilidades à necessidade do momento. Ao trabalhar com um paralelepipedo, ele propos aos participantes sentirem as “mil palavras contidas nesta pedra filosofal”. Esta proposta nos incentiva a pensar como em cada objeto existem múltiplos significados e como cada palavra pode nos levar a mil pensamentos. Esta multiplicidade de sentidos se dá para cada um de nós, mas também em somatória, ou seja, para todos nós! Assim proporciona um exercício de construção coletiva de sentidos. Continue lendo ““É preciso olhar o mundo com olhos de criança”. Henri Matisse”

Como trabalhar a agressividade?

Tapas, empurrões, chutes e puxões de cabelo – como reagir nessas situações? O que fazer? Como entender a agressividade na primeira infância? Dicas e brincadeiras para lidar com essa questão.

BRINCADEIRA DE EXPRESSÕES

Tapas, empurrões, chutes e puxões de cabelo – como reagir nessas situações? O que fazer? Como entender a agressividade na primeira infância? Veja as reflexões, as dicas e brincadeiras para trabalhar essa questão.

No olhar da psicologia, a agressividade que se manifesta nos primeiros anos de vida é um comportamento normal. É uma espécie de reação que ocorre quando a criança está à frente de algum acontecimento que a faz se sentir frágil e insegura.

Assim, na primeira infância é comum as crianças expressarem desejos e frustrações por meio de comportamentos nada polidos e pouco aceitos, causando incômodo em todo o grupo. Continue lendo “Como trabalhar a agressividade?”

MORDIDAS: Situações que demandam atenção e cuidado

As creches e CEIs se deparam com situações que deixam os pais preocupados. Uma reclamação constante e, geralmente de muitos pais, é a ocorrência das mordidas em seus filhos. Eles pedem esclarecimentos em relação às atitudes que a escola costuma tomar frente a tais situações.

Tema para ser refletido com a equipe e com as famílias

As creches e CEIs se deparam com situações que deixam os pais preocupados. Uma reclamação constante e, geralmente de muitos pais, é a ocorrência das mordidas em seus filhos. Eles pedem esclarecimentos em relação às atitudes que a escola costuma tomar frente a tais situações.
Existem vários motivos para que uma criança, na primeira infância, morda. E as mordidas nessa etapa de vida são esperadas e absolutamente normais. Continue lendo “MORDIDAS: Situações que demandam atenção e cuidado”

Crianças e professores: vamos construir relações?

Outro dia recebemos o pedido de socorro de uma professora de crianças de 2 anos que, segundo ela “nada atrai o grupo que briga e se bate”. Vamos pensar sobre o VÍNCULO na Educação Infantil?

Vínculo na Educação Infantil

Outro dia recebemos o pedido de socorro de uma professora de crianças de 2 anos que, segundo ela nada atrai o grupo que briga e se bate.

vinculo

Bom, vamos começar do começo!

Começo do ano, começo do trabalho em grupo, começo da construção do conhecimento… Período em que o educador necessita concentrar suas energias para dois focos essenciais de seu trabalho: Continue lendo “Crianças e professores: vamos construir relações?”