Bebês aprendem muito. Desde cedo!

Duas reportagens publicadas neste mês trazem os mais recentes estudos sobre a incrível capacidade de bebês aprenderem na mais tenra idade. Leia aqui um resumo das reportagens da Revista Nova Escola e do Jornal Estado de São Paulo.

figura reportagem leitura para bebes

Duas reportagens publicadas neste mês trazem os mais recentes estudos sobre a incrível capacidade de bebês aprenderem na mais tenra idade. Desde o nascimento existem formas de agir, se relacionar e estimular o bebê para corresponder à admirável, e até recentemente ignorada, potencialidade do seu cérebro.

foto 1Estudos recentes abordados na edição de junho/julho (2014) da Revista Nova Escola demonstram que a crença Bebês não fazem nada sozinhos está equivocada.

Já na década de 1940 a pediatra húngara Emmi Pickler concluiu que (…) quando o conforto dos bebês era privilegiado e suas escolhas respeitadas, conseguir a colaboração deles em momentos cotidianos, como alimentação, se tornava uma tarefa mais agradável para todos.

Desde o nascimento os bebês agem com intenção e responsabilidade. Isso quer dizer que o que os bebes fazem não é aleatório, eles escolhem fazer um gesto, uma careta ou mover o corpo. E isso faz toda a diferença na hora de agir com eles! Se têm intenção no que fazem então desejam poder escolher e, para escolher, precisam de liberdade.

Ainda na reportagem da revista, o professor aposentado do Instituto de Psicologia da USP, Lino Macedo, destaca que cabe ao adulto criar situações e dar espaço para que os pequenos tenham oportunidade de se expressar. O professor ainda conclui que, para os bebês, o mundo é uma grande descoberta e o universo deve ser apresentado a eles favorecendo a autonomia para explorar… e aprender!

Assim, todas as situações e interações no espaço da escola são atos de educação.

A revista ainda sugere que para organizar a Rotina e o ambiente da creche, respeitando os bebês e contribuindo com o desenvolvimento de suas capacidades, os educadores devem observar atentamente os pequenos, registrar as suas descobertas relevantes e, com base nesse levantamento, identificar os desafios mais indicados para dar sequência ao desenvolvimento das aprendizagens. Leia mais sobre este assunto no post Preparar atividades: o desafio de planejar o imprevisível.

Tão importante quanto os desafios, é manter a alegria, as conversas e o olho no olho na relação com os pequenos. Sobre esse assunto, a reportagem do último domingo do Jornal Estado de São Paulo, aborda o estudo relacionado à leitura para bebês, realizado pela Academia Americana de Pediatria.

Pamela High, diretora do departamento de pediatria comportamental do Hasbro Children’s Rhode Island Hospital, explica que a relação dos bebês, desde o nascimento, com livros e a escuta da leitura feita com alegria por adultos, faz a criança associar a linguagem e as imagens impressas com a sensação de aconchego e contentamento.

A psicóloga Suzan Newman esclarece que no primeiro ano a criança consegue se concentrar melhor numa imagem por página, com cores primárias vivas e um texto bem curto, pode ser uma bola e a palavra bola. Ainda ressalta que a repetição é fundamental e será refletida no número de palavras que criança vai usar quando começar a falar.

Mas isso quer dizer que os bebês devem ser alfabetizados? De jeito nenhum!, afirma a pediatra. A sugestão é proporcionar um ambiente de intimidade com a linguagem e os livros adequados à faixa etária.

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