Coordenador-formador e seus professores-alunos

O coordenador cobra de seus professores planejamento, organização, registro e reflexão. Mas faz o mesmo ao assumir seu papel de professor dos professores?

Na semana que passou Madalena Freire me fez pensar sobre a relação do coordenador e do formador com seus alunos-professores. Numa de suas provocações, ela trouxe uma pergunta que cutucou a cabeça: como o coordenador lida com seu papel de formador e professor de sua equipe de professores? O que ensinar para eles? Como ensinar? Podemos pensar em recursos, formatos e conteúdos, mas fundamentalmente esquecemos de três pilares estruturantes de todo o processo de ensino-aprendizagem: espaço + constância + propostas. Esquecemos de assumir que ensinar traz angustia e aprender dói. Porque só fazemos isso quando estamos incomodados e desejantes de algo que nos faz falta.

É inegável que o coordenador pedagógico, ao gerir sua equipe de acordo com a missão da instituição e o projeto político pedagógico, precisa assumir a função de professor: aquele que de fato ensina um grupo de pessoas com características únicas enquanto grupo e indivíduos. Quando o coordenador não se vê como professor, ele atua como gestor de burocracias e apagador de incêndios. E, certamente, os caminhos do ensinar-aprender da escola não se qualificam como um todo e perdem a personalidade e o contexto.

Ah! Mas tem as paradas pedagógicas mensais! Nos reunimos e colocamos tudo em dia!

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Rede de trocas e construção coletiva para minimizar a solidão pedagógica

Enfrentar as dificuldades de profissionais recém-empossados em cargos de gestão e dar continuidade a um trabalho qualificado exige medidas criativas e integração em rede.

Creches públicas, entre outras instituições, ainda encaram a construção das equipes gestoras como estratégia política. As dificuldades enfrentadas por profissionais recém empossados são inúmeras e a continuidade do trabalho qualificado exige medidas criativas que buscam uma integração em rede. É nesse âmbito que a FLUPP – Fundação Lúcia e Pelerson Penido desenvolve alguns de seus programas no Vale do Paraíba (SP) e Vale do Araguaia (MT).

Conversamos com Eduarda Penido Dalla Vecchia, diretora executiva da FLUPP, sobre essa experiência.

Tempo de Creche – Acompanhando o trabalho formativo da FLUPP, como você vê a gestão das creches?

Eduarda – Um dos primeiros pontos é a questão de estar coordenador, sendo ainda  professor.

Flupp 1

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