Educação nos três primeiros anos

Converso Assessoria Pedagógica e Ateliê Arte, Educação e Movimento apresentam uma jornada com oportunidades para se debruçar sobre este período, com o olhar fundamentado na abordagem de Emmi Pikler.

Zero a três anos de idade não é só uma questão de idade. É abordar os principais anos da formação de todos os seres humanos. É neste período que as experiências e descobertas são levadas para toda a vida.

Converso Assessoria Pedagógica e Ateliê Arte, Educação e Movimento apresentam uma jornada com oportunidades para se debruçar sobre este período, com o olhar fundamentado na abordagem de Emmi Pikler.

A proposta contempla ciclos de estudos com três encontros cada, um curso semestral e uma palestra.

crianças comendo

O Ciclo sobre Alimentação, que inicia em 15 de setembro, envolve o planejar cuidadoso dos momentos de alimentação das crianças, compreendendo-os como parte de ações intencionais de educação, que demandam tempo, espaço e organização especial. A alimentação das crianças pequenas vai além da satisfação das suas necessidades básicas de subsistência. A hora da comida está repleta de significados afetivos, sociais e culturais que construímos na relação com o outro, seja ele o cuidador ou companheiro de mesa. Continue lendo “Educação nos três primeiros anos”

Festival de teatro para bebês

Teatro para bebês, uma dica imperdível de sensibilização para os pequenos .

E bebê entende de teatro?
E se for uma peça desenvolvida especialmente para os mais pequeninos?
Esta é uma dica de passeio imperdível para fazer com os bebês de São Paulo e ficar antenado quando surgirem oportunidades em outras cidades.

O grupo teatral Sobrevento promove o Primeiro Olhar – V Festival Internacional de Teatro para Bebês. Esta é quinta edição deste festival que reúne artistas do Brasil, da Espanha e do Chile, todos especializados em peças de teatro para um público mais do que especial: bebês entre seis meses e três anos de idade.

AchadourosEntre as peças encenadas está Achadouros, inspirada em Manoel de Barros, onde as atrizes desenvolvem um passeio pela manipulação de objetos, pela coreografia e pela sonoridade rítmica e musical. A montagem com ventiladores, pequenas estruturas de madeira e muitas – muitas! – sacolas plásticas brancas, surpreendem com uma sucessão de pequenas descobertas estéticas e sensoriais. O foco em todas as montagens é a relação com o meio ambiente. Achadouros conta com direção de José Regino e atuação de Caísa Tibúrcio e Nara Faria. Continue lendo “Festival de teatro para bebês”

10 dicas para trabalhar as relações na primeira infância

Como aproveitar conflitos, disputas e brincadeiras para desenvolver as relações na Educação Infantil? Conheça 10 dicas preciosas!

Quando falamos em trabalhar e desenvolver as RELAÇÕES na Educação Infantil, logo pensamos nas rodas de conversa com os momentos de fala e escuta, e as situações de compartilhamento de materiais. Mas esquecemos que se relacionar é um aprendizado complexo que perdura toda a vida!

Na prática, é nos conflitos e disputas por materiais, espaços e pela atenção dos pais e educadores que as crianças desenvolvem estratégias para se fazerem ouvir e se relacionar.

Assim, ouvir as crianças e mediar os conflitos são matérias primas para promover esse desenvolvimento. Eles são conteúdos do trabalho da Educação Infantil e é preciso tirar proveito quando acontecem.

Criança brigando disputa

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Lista de Postagens por Tema

Icone de Pesquisa por assuntoPara facilitar a pesquisa Tempo de Creche  reorganizou a Lista de Postagens por Tema.
Acesse e veja como ficou simples procurar os conteúdos do cotidiano da Educação Infantil.

Mas, se você sentir falta de algum assunto, não hesite em nos dizer!
Afinal, Tempo de Creche e seus leitores formam uma parceria com dois anos de conversas, apoio e trocas! 

Palavra de… Sylvia Nabinger: filosofia e práticas Emmi Pikler

Tempo de Creche conversou com Sylvia Nabinger sobre a filosofia Emmi Pikler e suas práticas. Leia também algumas dicas.

Hoje, por todo o Brasil, acontecem estudos, reflexões e discussões sobre a Base Nacional Comum Curricular e as práticas pedagógicas na Educação Infantil. Nesse contexto, no próximo mês, em Florianópolis e São Paulo, Anna Tardos, Agnès Szanto Feder e Myrtha H. Chokler compartilham com os professores da primeira infância a filosofia Emmi Pikler.
Tempo de Creche vem aprofundando a discussão sobre os cuidados e a educação de bebês numa série de postagem.  Nesta publicação conversamos com a presidente da OCIP Acolher, Sylvia Nabinger, uma das pioneiras na implementação desta filosofia no Brasil. 

Bebês, uma aventura passo a passo na visão de Emmi Pikler

Tempo de Creche – Como a filosofia Emmi Pikler vê o bebê?
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Sylvia – O bebê experimenta a aventura, descobre tateando, reproduz, coordena cada aquisição à medida que segue seu caminho, enfatizava Emmi Pikler. Essa afirmação mostra a importância de respeitar todas as manifestações espontâneas do bebê, a ordem e o ritmo de seus aparecimentos. A continuidade desse processo, em que o bebê é ator e autor, aponta para o significado de que o exercício de cada passo, não apenas prepara, mas serve de base para o passo seguinte: “é importante não contrariar esse processo interferindo ou expondo o bebê a posturas que ele ainda não descobriu sozinho ou que ainda não é capaz de adotar, retirando assim sua alegria de descobrir por si próprio e sentir segurança em suas próprias capacidades”.  Segundo Myrtha Chokler adiantar as posturas é adiantar os fracassos. Continue lendo “Palavra de… Sylvia Nabinger: filosofia e práticas Emmi Pikler”

Palavra de… professor de professor da Educação Infantil: Paulo Fochi

Tempo de Creche conversou com o professor Paulo Fochi sobre bebês. Ouvimos histórias encantadoras e pontos importantes sobre os modismos para refletir.

Frato tudo a seu tempoTempo de Creche conversou com o professor Paulo Fochi sobre bebês. Ouvimos histórias encantadoras e pontos importantes para refletir.

Bebê é bebê!

Tempo de Creche – Como você vê os modismos na relação com os bebês?

Paulo – Os bebês finalmente apareceram, saíram do anonimato. Isso é bom! Como já falou o Tonucci[1], depois do século 19, as crianças passaram a ser percebidas pela sociedade e, naturalmente, os bebês estão sendo.

Parece estranho dizer “as crianças” e “os bebês”, quase soando com algo diferente. Pode parecer que da forma que falei, bebê não é criança. Do ponto de vista acadêmico, de como a ciência vem tratando o tema, os bebês são crianças. Do ponto de vista das crianças, não. Bebê é uma outra categoria. Preciso contar melhor esta história. Continue lendo “Palavra de… professor de professor da Educação Infantil: Paulo Fochi”

Choro frequente e que não para… por quê?

Choro é uma linguagem, mas quando o choro das crianças pequenas é insistente e frequente, desespera. Chorar pode significar uma série de situações desconfortáveis e um pedido de ajuda num momento em que a vida depende dos cuidados e das relações amorosas com os adultos. Tem que ter algo que possamos fazer

O choro insistente e frequente das crianças pequenas desespera…
Choro é uma linguagem utilizada e conhecida por todos os seres humanos na primeira infância, mas vamos perdendo essa forma de comunicação e conquistando outros recursos para expressar nossos sentimentos e também controlá-los.

Chorar pode significar uma série de situações desconfortáveis e um pedido de ajuda num momento em que a vida é dependente dos cuidados e das relações amorosas com os adultos.

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Quais os prováveis motivos?
Bebes e crianças pequenas choram porque estão frustradas por não alcançarem algo, perturbadas com muita luz e barulhos, entediadas com um cenário sempre igual. Podem chorar por que estão com fome, com a fralda encharcada ou suja, estão cansadas, com sono, com cólica e, portanto, a mais óbvia das causas: por problemas relacionados à fisiologia. Continue lendo “Choro frequente e que não para… por quê?”

Musicalização no dia a dia de bebês e crianças

Para Andréa Franco Schkolnick, musicista e psicóloga, especialista em musicalização para crianças e bebês, a música é um meio expressivo e não a finalidade do trabalho com crianças.

Tempo de Creche conversou com a musicista e psicóloga, especialista em musicalização para crianças e bebês, Andréa Franco Schkolnick. Para Andréa a música é um meio expressivo e não a finalidade do trabalho com crianças.

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Tempo de Creche – Como é o universo da música para a criança de 0 a 3 anos?

Andréa – Realizo um trabalho de música com bebês desde 2006 e de lá para cá muita coisa mudou.

Inicialmente, minha maior preocupação era a pesquisa de músicas e brincadeiras  para esta faixa etária. Procurava escolher instrumentos mais adequados e que não oferecessem riscos para o bebê. Músicas para movimentos de balançar, embalar e pular ou mesmo para chamar a atenção da criança na comunicação verbal (por exemplo, músicas com sílabas que se repetem ou com as vozes de animais).Tudo era planejado por que eu achava que assim estaria próxima do mundo e dos interesse das crianças, podendo compreendê-las melhor e elas se sentindo à vontade. Continue lendo “Musicalização no dia a dia de bebês e crianças”

As histórias para os bebês fazem Ploquet, Pluft, Nhoc!*

Falar de historias para bebês parece estranho Mas práticas e estudos atuais mostram que podem e devem se tornar uma espécie de brincadeira alegre e divertida

Falar de leitura para bebês e crianças pequenas pode soar estranho e ainda é assunto polêmico. Quase sempre associamos a leitura ao aprendizado da escrita ou à ideia de que os bebês não estão capacitados para compreender e absorver de modo ativo e inteligente esta parcela letrada do mundo.

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Estudos e práticas recentes revelam exatamente o contrário.  Reside uma sabedoria infantil que nasce no berço e, livros e leituras podem se tornar uma espécie de brincadeira alegre e divertida para os bebês.

É disto que falaremos daqui para adiante. O que me impulsionou a escrever este texto, além do convite do pessoal do Blog “Tempo de Creche” e da minha afinidade e familiaridade com o assunto, foi a leitura que fiz na Revista Emília e na entrevista que Yolanda Reyes, uma colombiana que defende uma cultura leitora desde o início da vida concedeu ao blog Arte e Infância. Nesta reportagem Yolanda afirma que os primeiros contatos das crianças com a literatura ocorrem em “livros sem páginas, que estão escritos na boca das pessoas”. Continue lendo “As histórias para os bebês fazem Ploquet, Pluft, Nhoc!*”

Educação de 0 aos 3 anos: contribuições de Emmi Pikler

A especialista em Educação Infantil Suzana Soares vai aprofundar a relação bebê – educador na Abordagem Pikler-Lóczy a partir de março no curso oferecido pela CONVERSO Assessoria.

A especialista em Educação Infantil Suzana Soares vai aprofundar a relação bebê – educador na Abordagem Pikler-Lóczy a partir de março no curso oferecido pela CONVERSO Assessoria.  Tempo de Creche foi conversar com Suzana para compreender melhor os aprendizados do bebê nos primeiros anos com esta abordagem.

Cenas do filme

“Enquanto aprende a contorcer o abdômen, rolar, rastejar, sentar, ficar de pé e andar, (o bebê) não apenas está aprendendo aqueles movimentos como também o seu modo de aprendizado. Ele aprende a fazer algo por si próprio, aprende a ser interessado, a tentar, a experimentar. Ele aprende a superar dificuldades. Ele passa a conhecer a alegria e a satisfação derivadas desse sucesso, o resultado de sua paciência e persistência.”

O que o seu bebê já consegue fazer?  (What can your baby do already?), Emmi Pilker, Hungria / 1940

Tempo de Creche  – Vamos iniciar a nossa conversa perguntando, quais são os principais aspectos desta abordagem?

Suzana – Há dois aspectos fundamentais na Abordagem Pikler-Lóczy. Um deles é a valorização do vínculo entre bebê e educadora (ou mãe) e o outro é o brincar livre. Depois de ser nutrido emocionalmente com uma interação profunda, o bebê fica em um local confortável e seguro, no chão sobre madeira ou tecidos, junto com outros bebês, para que se relacione com eles e com objetos lúdicos e pesquise, por ele mesmo, as maneiras possíveis de movimentação. Os educadores observam e atuam quando necessário. Continue lendo “Educação de 0 aos 3 anos: contribuições de Emmi Pikler”