Dedoche: uma experiência de expressão e relação

As brincadeiras já estão mais do que conhecidas? Que tal inovar trabalhando expressão, identidade, relações e faz de conta com dedoches pintados nos dedos?

O final do ano já se avizinha! As brincadeiras já estão mais do que conhecidas? Que tal inovar, trabalhando expressão, identidade, relações e faz de conta com dedoches pintados nos dedos?

A nova estação traz mudança de espírito… Com a passagem da primavera para o verão, o sol brilha cada vez mais forte, e as crianças estão cheias de energia e curiosidade. Essa disposição também contamina os educadores, que procuram novidades para introduzir e ampliar as possibilidades de brincadeiras.

Dedoche

A linguagem das crianças é o brincar…
O desenvolvimento da capacidade de se relacionar depende, entre outras coisas, de oportunidades de interação com crianças da mesma idade, com as de idades diferentes e em diversas circunstâncias. Pensar em situações que facilitem as oportunidades de interação demanda planejamento. Continue lendo “Dedoche: uma experiência de expressão e relação”

Letramento no dia a dia: gradual, lúdico e significativo

Como pensar o letramento e a alfabetização na Educação Infantil? Como é isso na prática?

Balão-Dúvida-pComo pensar o letramento e a alfabetização na Educação Infantil? Quais atividades são prioritárias para o pleno desenvolvimento das crianças?

cartaz salas uniepreRudolf Steiner, um filósofo e educador austríaco do início do século XX, defende que crianças até os sete anos tem que brincar. E ponto! E esta é a responsabilidade da escola.
O exercício das linguagens do corpo, que acontecem durante as atividades físicas, desenvolvem as habilidades motoras e estimulam o sentimento da autoconfiança. Essas capacidades são acompanhadas pelo desenvolvimento neurológico e sensorial que vão garantir o domínio corporal, a linguagem oral e o desenvolvimento da inteligência. Para Steiner, a educação da primeira infância voltada para o brincar conquista mais resultados futuros do que aprender a ler o nome!
Também Vigotski, na mesma época, seguiu nessa linha. O aprendizado da escrita é gradual e deve ser iniciado na primeira infância por meio do fazer simbólico das atividades dessa faixa etária. Para o psicólogo bielorrusso, atividades mecânicas de leitura e escrita atrapalham o amadurecimento porque forçam etapas do desenvolvimento. Por outro lado, a brincadeira garante os pilares para a construção significativa da linguagem.
Então GRADUAL, LÚDICA e SIGNIFICATIVA parecem ser as chaves para pensar os conteúdos que contribuem com o amadurecimento neuropsíquico da criança, que a levará a dominar o sistema de símbolos da leitura e escrita na alfabetização.

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Para que a brincadeira continue!

A organização das brincadeiras, novas ou já conhecidas é o ponto de parida para receber as crianças que estavam de férias! Compreender a importância do brincar para a criança é fundamental e deve ser o foco da equipe.

… O mês de agosto está chegando! O mês de agosto chegou! Agosto … mês bem disposto!

É o início das atividades do segundo semestre e … para que a brincadeira continue veja as sugestões!

E a organização das brincadeiras, novas ou já conhecidas é o ponto de parida para receber as crianças que estavam fora, de férias. Compreender a importância do brincar para a criança é  fundamental e deve ser o foco da equipe!

Ampliando a postagem anterior Espírito de férias na brincadeira  selecionamos várias  propostas para que a brincadeira continue e a diversão não termine!

contato-tempo-de-crechePista com pneus e bambolês

Quais os movimentos que as crianças mais gostam de fazer? Quais os mais difíceis?

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Por meio de pistas ou circuitos com obstáculos como –  túnel de tecido, degraus de bancos, bambolês, pneus, cabanas montadas com tatames, proporcionamos às crianças o desenvolvimento e as ampliações gradativa de sua movimentação como o agachar, engatinhar, correr, subir, pular, girar, andar em diferentes planos (no alto, em baixo…) e, assim, desenvolver maior segurança  na movimentação cotidiana. Continue lendo “Para que a brincadeira continue!”

Espírito de férias na brincadeira

Que tal estender o espírito de féria? Mudar o ritmo e as atividades envolve as crianças na aventura e e enriquece as pesquisas. Selecionamos 7 dicas para aproveitar.

Os meses de férias têm uma atmosfera diferente. Sentimos no ar uma mudança no espírito. Parece que o sol brilha mais (mesmo nos dias de chuva e frio!) e a vontade de brincar e alterar a rotina é grande. Essa disposição contamina os pequenos e continua nos primeiros dias do retorno à creche.

Transformar a rotina numa gostosa aventura de férias traz alegria e compensa um pouco a falta de férias das crianças cujos pais trabalham.

Como o número de crianças ainda é reduzido e as faixas etárias diversas, o planejamento pode ser mais brincante e recreativo. Propostas como piqueniques, pequenos passeios no entorno e o uso de materiais e técnicas mais adequadas a pequenos grupos são ideias interessantes. Vale, também, proporcionar atividades sem tempo rígido para terminar, escolhendo aquela que as crianças mais gostam…

Então, está pensando algo diferente para fazer com as crianças durante o mês de julho?

A mudança nas atividades rotineiras envolve as crianças numa aventura e enriquece as pesquisas e as relações. Por que não prolongar essa sensação por mais um tempo e “avançar” em agosto?

As dicas propostas procuram se nutrir da iniciativa e curiosidade infantil. Deste modo, brincar de faz de conta – de casinha, de ir ao supermercado ou a uma festa; colecionar objetos e separá-los em caixas; contar histórias, ouvir poemas etc. traduzem esse interesse.

Experimente! Continue lendo “Espírito de férias na brincadeira”

Como trabalhar a agressividade?

Tapas, empurrões, chutes e puxões de cabelo – como reagir nessas situações? O que fazer? Como entender a agressividade na primeira infância? Dicas e brincadeiras para lidar com essa questão.

BRINCADEIRA DE EXPRESSÕES

Tapas, empurrões, chutes e puxões de cabelo – como reagir nessas situações? O que fazer? Como entender a agressividade na primeira infância? Veja as reflexões, as dicas e brincadeiras para trabalhar essa questão.

No olhar da psicologia, a agressividade que se manifesta nos primeiros anos de vida é um comportamento normal. É uma espécie de reação que ocorre quando a criança está à frente de algum acontecimento que a faz se sentir frágil e insegura.

Assim, na primeira infância é comum as crianças expressarem desejos e frustrações por meio de comportamentos nada polidos e pouco aceitos, causando incômodo em todo o grupo. Continue lendo “Como trabalhar a agressividade?”

Renata Meirelles conta como surgiu o livro Cozinhando no quintal

A educadora Renata Meirelles, idealizadora do projeto Território do Brincar, do Instituto Alana, é autora do livro Cozinhando no quintal (Editora Terceiro Nome), lançado no dia 8 de outubro. O livro nasceu da experiência vivida por Cozinhando no quintal, de Renata Meirelles, mostra como as crianças utilizam os elementos ao seu redor na hora de brincar de cozinhar, fazendo comidinhas de brincadeira com ingredientes encontrados no quintal, como flor, lama, grama, folhas e sementes.

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A educadora Renata Meirelles, idealizadora do projeto Território do Brincar, com a co-realização do Instituto Alana, é autora do livro Cozinhando no quintal (Editora Terceiro Nome), lançado no dia 8 de outubro de 2014.

O livro nasceu da experiência vivida por Renata e pelo documentarista David Reeks entre abril de 2012 e dezembro de 2013, quando eles percorreram diversas regiões brasileiras, como comunidades rurais, indígenas, quilombolas, metrópoles, sertão e litoral. Cozinhando no quintal mostra como as crianças utilizam os elementos ao seu redor na hora de brincar de cozinhar, fazendo comidinhas de brincadeira com ingredientes encontrados no quintal, como flor, lama, grama, folhas e sementes.

lançamento do Livro Cozinhando no quintal

cropped-cropped-logos-com-muros-mais-fino2Como surgiu o projeto do livro?

Renata Este é o primeiro livro que surgiu como resultado do Território do Brincar. Para quem ainda não conhece, o Território do Brincar, uma co-realização com o Instituto Alana, é um projeto de pesquisa, registro e difusão da cultura da infância no Brasil. Durante 21 meses de viagem (de abril de 2012 a dezembro de 2013) organizamos uma parceria com seis escolas para alimentar o olhar sobre o brincar da criança dentro e fora da escola. Nesse processo desenvolvemos uma pesquisa coletiva, entre nós e essas escolas parceiras, onde um dos temas foi o brincar de casinha. Como essa brincadeira acontece dentro e fora da escola? O que as crianças nos dizem quando estão brincando de casinha? O que existe por trás dos gestos das crianças ao brincar de casinha? As comidinhas, que tanto me encantavam, foram um ponto alto da minha pesquisa dentro desse tema, e delas nasceu esse livro. Continue lendo “Renata Meirelles conta como surgiu o livro Cozinhando no quintal”

Que tal pensar em propostas flexíveis?

Pergunte para um pai se seu filho é igual a outra criança! Prontamente ele responderá: meu filho é único! Não se parece nem com o irmão! E não estamos falando só da aparência!
E por que algumas instituições de Educação Infantil tendem a tratar suas crianças como iguais, padronizadas?

Pergunte para um pai se seu filho é igual a outra criança! Prontamente ele responderá: meu filho é único! Não se parece nem com o irmão!
E não estamos falando só da aparência!
E por que algumas instituições de Educação Infantil tendem a tratar suas crianças como iguais, padronizadas?
 

Criança: um indivíduo

Percebemos que temos uma tendência de atividades propostas tão fechadas e amarradas que esperamos que a nossa turma se comporte de forma homogênea. Alias, prevemos isso. Aí, como diz a educadora Rosa Batista, se espera que a criança comporte-se como aluno: aluno obediente, aluno ordeiro, aluno disciplinado, entre outras. Continue lendo “Que tal pensar em propostas flexíveis?”