Trabalhando a identidade a partir da rua da escola

O lugar onde vivemos também compõe a nossa identidade. Essa questão é importante e pode ser trabalhada com as crianças pequenas. Leia a postagem e pense nas nossas sugestões.

Crianças pequenas compreendem essa dimensão da cultura? É possível desenvolver com elas o reconhecimento e a valorização da comunidade em que vivem? Até que ponto podemos avançar com esse trabalho profundo que também constrói a identidade?

Todos os bairros, comunidades e cidades tem uma história que muitas vezes são preservadas pelos moradores mais antigos. Você sabe a história do bairro onde está instalada a escola em que trabalha? Você já se perguntou por que o bairro tem esse nome? E a rua?

Afinal, que mundo é este?

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Conhecer o lugar e trabalhar a cultura local é uma forma de resgatar um pouquinho da história de cada um de seus alunos, mas para isto você tem que se preparar. Continue lendo “Trabalhando a identidade a partir da rua da escola”

Primavera: aventura e pesquisas

Uma estação que inspira a pesquisa. A primavera tem o clima, as cores e uma explosão de recursos para provocar os pequenos. Acompanhe as dicas para se aventurar junto!

cores-das-plantasEstamos na primavera!
Que tal aproveitar a nova estação que convida para sair da sala e investigar as plantas do entorno? O clima e a paisagem inspiram a aventura de observar, experimentar, pesquisar, criar e descobrir. Vá pensando no seu contexto e nas suas experiências para construir conosco um novo planejamento para a primavera.

Quais árvores estão floridas em sua região? Que cores tem a paisagem natural?
Como fica o chão abaixo das árvores? As crianças têm o costume de coletar flores e folhas? É possível pegar as flores que caem?

Um professor pesquisador…

Faça uma pesquisa das plantas na sua cidade e no entorno da escola: Continue lendo “Primavera: aventura e pesquisas”

Uma escola que parece casa. Uma casa que parece escola

A Escola do Bairro foi inaugurada. O que salta aos olhos na concepção da educadora Gisela Wajskop?

A Escola do Bairro, da educadora Gisela Wajskop, foi inaugurada. Estávamos ansiosas para conferir o resultado interessante que já despontava na obra.
Como suspeitávamos… o clima de casa, de bairro, de família, de quintal, de brincadeira, se manteve. O que nos levou a pensar: como devem ser as escolas para crianças? Qual a atmosfera ideal? O que os ambientes devem transmitir?

Era uma manhã ensolarada. Um clima de festa de família ocupava uma das calçadas da Rua Joaquim Távora, na Vila Mariana, SP. Aquela agitação de entra e sai, de crianças querendo descobrir e pais ansiosos por conferir a possível escola para seus filhos.

Atravessando o corredor da entrada, ladeado por plantinhas coloridas, avista-se uma casa de vó e um imenso quintal no fundo.

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Curso com a equipe do Tempo de Creche: Criança e Natureza

curso Tempo de Creche e Prisma Centro de Estudos A NATUREZA COMO PROJETO DE EDUCAÇÃO: DESCOBRINDO A NATUREZA NO QUINTAL

Qual o espaço mais encantador e desafiador para a criança pesquisar, aprender e brincar? Qual é o lugar onde a brincadeira nunca acaba? Onde a criança descobre o mundo? Não perca o curso A NATUREZA COMO PROJETO DE EDUCAÇÃO: DESCOBRINDO A NATUREZA NO QUINTAL

curso Criança e Natureza

 

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES:
acesse o link do Prisma Centro de Estudos

Uma casa que se transforma, uma escola que nasce da história

Escola do Bairro: uma proposta da educadora Gisela Wajskop que se instala num imóvel com história e natureza e busca parcerias com os equipamentos culturais e científicos do bairro.

Fomos conhecer as obras de instalação da Escola do Bairro, da educadora Gisela Wajskop, localizada na Vila Mariana, bairro histórico da cidade de São Paulo. Por que fomos até lá? Porque essa escola preserva a história de seu prédio e valoriza a cultura da comunidade do entorno. Porque seus muros vão abraçar os espaços verdes e equipamentos culturais e científicos de Vila Mariana. Porque o quintal verde da casa-escola é uma mancha de natureza, com os encantos de árvores e sombras, áreas para água e para fogueira, muita terra, areia, pedras, sol e até almoçar vendo o céu.  

O caminho já se mostrou um percurso prazeroso. Ruas repletas de casinhas pequeninas, com janelas, portas e cerquinhas, cobertas pelas sombras de grandes árvores centenárias e jardins com azaleias e roseiras passadas de geração em geração. Moradias mágicas que mostram para rua uma fachada pequena e singela, mas que, ao passar pelos portões, revelam quintais gigantescos e espaços recheados de mistérios. Uma dessas casas será a nova escola da pós doutoranda em Educação Gisela Wajskop.

Escola do Bairro 1A partir de uma vida de salas de aula, pesquisa e muito estudo, Gisela está reformando uma casa com arquitetura típica dos anos de 1940/50 para transformá-la na ESCOLA DO BAIRRO. A reforma do imóvel conversa com as crenças da educadora, que cuida de cada detalhe para preservar os rastros históricos do prédio e a atmosfera do bairro. Tudo pensado para que seus futuros alunos convivam com todos os aspectos da educação, da cultura e da cidadania. Uma concepção de que o que está de fora também está dentro. Não existem lados, porque sutilmente, espaços internos e externos parecem um só. Assim como corpo e alma. Continue lendo “Uma casa que se transforma, uma escola que nasce da história”

Palavra de… Richard Louv: natureza para educar e viver!

Você já ouviu o termo Transtorno do Deficit de Natureza? E Vitamina N? Criados pelo Jornalista Richard Louv para conscientizar o planeta sobre a importância dos ambientes de natureza para a saúde e a educação.

No momento em que repensamos currículo e ambiente de educação, questões como o “transtorno do déficit de natureza” precisam ser considerados. Tempo de Creche conversou com o jornalista americano Richard Louv, criador desse e de outros conceitos geradores de um movimento planetário de conservação ambiental, reurbanização e melhoria da qualidade de vida.

Tempo de Creche – Quais são as suas expectativas sobre as conexões entre as crianças brasileiras de áreas urbanas e a natureza? 

51dr4oni-UL._UY250_Richard – Eu acredito que as crianças brasileiras, assim como as crianças de todo o mundo, estão sofrendo do que eu chamo de “transtorno do déficit de natureza”. Como eu defino no livro A última criança na natureza (Last Child in the Woods), não se trata de um diagnóstico médico, mas de um termo útil – uma metáfora – para descrever o que as pesquisas científicas e muitos de nós acreditamos como custos humanos da alienação da natureza. Entre estes custos estão: diminuição do uso dos sentidos, dificuldade de atenção, taxas mais elevadas de doenças físicas e emocionais, aumento da taxa de miopia, obesidade infantil e adulta, deficiência de vitamina D e outras doenças. Para quem se interessar, o site Children & Nature Network compilou uma biblioteca online de estudos, relatórios e publicações, disponíveis para visualização ou download. Continue lendo “Palavra de… Richard Louv: natureza para educar e viver!”

Educação pela natureza: uma questão que não sai do papel

As Diretrizes para a Ed. Infantil preconizam a construção de sentidos sobre a natureza. Como fazer isso acontecer em pátios cimentados, com brinquedos de plástico?

O Jornal O Estado de São Paulo, publicou no dia 29/05 uma matéria a respeito da Educação Infantil na cidade (“Creche terceirizada bate recorde em SP”). A reportagem mirou a grande quantidade de creches conveniadas, um formato que é fruto de parcerias entre entidades sem fins lucrativos e o governo municipal. Nessa análise, comparou-as com os centros de educação infantil construídos e geridos pelo governo. Mas esqueceu de apontar uma situação grave e comum a todos os formatos: a falta de natureza em grande parte das instituições.

reportagem jornal estado de são paulo 29-05A comparação entre os formatos revelou que as creches conveniadas enfrentam sérias dificuldades que acentuam diferenças na qualidade da educação infantil oferecida pelo governo:

  • Diferenças no padrão da merenda escolar,
  • Precariedade na manutenção dos prédios,
  • Insuficiência de mobiliário,
  • Regime diferenciado na contratação dos profissionais.

Mas uma situação que se sobressai, não mencionada na reportagem, são as discrepâncias notáveis entre o que preconizam os currículos pedagógicos e diretrizes oficiais para a Educação Infantil e as orientações para a construção e adequação dos espaços físicos das creches. Continue lendo “Educação pela natureza: uma questão que não sai do papel”

O que dizer sobre o “Projeto Natureza”?

Natureza não é projeto, é conteúdo pedagógico de desenvolvimento infantil. Como trabalhar essa questão?

pés na terraNatureza não é tema de projeto! É um conteúdo pedagógico tão fundamental ao desenvolvimento das crianças quanto o desenho, a leitura e outros. Natureza: sol, ar puro, plantas e animais… Este contato é importante para a formação dos pequenos tanto do ponto de vista biológico-físico como para a saúde mental.

(…) não temos a pretensão de fixar prematuramente as formas de uma vida escolar em que a grande lei pedagógica é o dinamismo. (Celéstine Freinet)

Os ambientes naturais, cada vez mais escassos, são os responsáveis pela nossa existência. As crianças precisam se desenvolver neles para compreenderem que não é possível viver com qualidade na sua falta ou degradação. Continue lendo “O que dizer sobre o “Projeto Natureza”?”

Escola da Floresta: crianças, Natureza e aprendizagem

Escola da Floresta é a abordagem pedagógica que contaminou mais rapidamente os profissionais da Educação mundo afora. Porque a Natureza tem muito a ensinar.

crianças na escola da florestaEscola da Floresta é a abordagem pedagógica que contaminou mais rapidamente os profissionais da Educação mundo afora. Ela nos tira do conforto e faz pensar. Essa proposta metodológica tem muito a ensinar. Nós, educadores, temos muito a aprender com a Natureza como recurso pedagógico.

Já parou para pensar o que as crianças veem de tão interessante numa folhinha caída?
E aquelas pequenas flores amassadas que recolhem pelo caminho e guardam como tesouros?
E a atração poderosa que as árvores com galhos sobressalentes exercem nos pequenos, levando-os a subir, trepar, se pendurar e descer? Continue lendo “Escola da Floresta: crianças, Natureza e aprendizagem”