10 dicas para trabalhar as relações na primeira infância

Como aproveitar conflitos, disputas e brincadeiras para desenvolver as relações na Educação Infantil? Conheça 10 dicas preciosas!

Quando falamos em trabalhar e desenvolver as RELAÇÕES na Educação Infantil, logo pensamos nas rodas de conversa com os momentos de fala e escuta, e as situações de compartilhamento de materiais. Mas esquecemos que se relacionar é um aprendizado complexo que perdura toda a vida!

Na prática, é nos conflitos e disputas por materiais, espaços e pela atenção dos pais e educadores que as crianças desenvolvem estratégias para se fazerem ouvir e se relacionar.

Assim, ouvir as crianças e mediar os conflitos são matérias primas para promover esse desenvolvimento. Eles são conteúdos do trabalho da Educação Infantil e é preciso tirar proveito quando acontecem.

Criança brigando disputa

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O que o Desenho nos conta?

Desenhar precisa acontecer todos os dias. Como comer, beber, brincar, descansar e tomar sol! É parte fundamental do desenvolvimento físico, emocional e cognitivo da criança e permite que os pequenos expressem suas emoções, experimentem autonomia e construam autoconfiança como nenhuma outra atividade da infância.

menino desnhando na paredeCrianças escolhem desenhar. Em diversas culturas, desenhar é uma atividade típica da infância. Ao observar os pequenos desenhando é comum perceber que todo o corpo está envolvido na ação. Os rabiscos fluem de mãozinhas que voam sobre o suporte, deixando suas marcas. Às vezes as crianças desenham sem mesmo acompanhar a ação com o olhar, fazendo parecer que os rabiscos são marcas ocasionais e sem sentido…. Ledo engano! Muita coisa está acontecendo porque nesses momentos elas usam seu cérebro de forma complexa e dedicam emoções à ação que fica expressa no suporte.

bebê desenhandoCrianças podem rabiscar desde que consigam segurar um riscador (qualquer objeto como gravetos, carvão, tijolos ou mesmo batons…) e coordenar seus movimentos o suficiente para deixar marcas. Mas é por volta dos 18 meses que elas se interessam de fato por rabiscar. Para Piaget, as crianças desenham o que sabem e não o que veem. O estudioso do desenho infantil G. H. Luquet, dizia que a criança desenha para se divertir e é para ela uma brincadeira como outra qualquer. Mais especificamente, uma brincadeira que pode ser brincada a sós, em espaços fechados ou ao ar livre. Continue lendo “O que o Desenho nos conta?”

Para compreender o desenho e sua poética

Como compreender o desenho infantil que começa igual para todas e vai se desenvolvendo? Como olhar o ato de desenhar e identificar seus marcos?

Toda a criança desenha. Como compreender esse processo que começa igual para todas e vai se desenvolvendo? Como olhar o amadurecimento do ato de desenhar e identificar seus marcos?

A criança, mesmo em atividades coletivas, é única. Quando está desenhando não é diferente. Desenhar é expressar-se por meio de marcas, num modo próprio. É criação, é conquista de desenvolvimento motor e intelectual, é uma conversa com os saberes e a cultura que, nos primeiros meses de vida, tem características humanas universais.

O desenho, como Edith lembrou na postagem “Palavra de Edith Derdyk o desenho do gesto e dos traços sensíveis é linguagem inata: toda a criança, de qualquer tempo e lugar, desenha. Toda criança possui intimidade com o desenho como ponte de investigação, expressão e comunicação com o mundo.

desenho 3Da mesma forma que um desenvolvimento transformador, que passa por conquistas graduais e individuais, leva o bebê a andar, também o leva a ser capaz de desenhar. A criança começa a se expressar nos primeiros traços e percorre um caminho até realizar desenhos mais organizados e elaborados. Rosa Iavelberg ainda destaca que a única coisa que sabemos ser universal no desenho infantil é a garatuja. Todo o resto depende do contexto cultural. Continue lendo “Para compreender o desenho e sua poética”

Vivências, experiências e os tempos da criança

Os tempos da criança, do professor e da escola são os mesmos?
Existem “tempos diferentes”? Qual a relação entre tempo e aprendizagem?

Balão-Dúvida-pOs tempos da criança, do professor e da escola são os mesmos?
Existem “tempos diferentes”?

Tempo para a pesquisa da criançaPercebemos diferenças importantes nas dimensões temporais das crianças e suas brincadeiras, nos planejamentos dos professores e nos esquemas de funcionamento das creches e escolas. Conhecer e lidar com as características das diferentes demandas de TEMPO, como nas brincadeiras, na organização das rotinas e nos horários da creche e da escola, são questões que atravessam nosso dia a dia.

 

Balão-Dúvida-pPrimeiramente, o que é TEMPO?

Segundo alguns dicionários, TEMPO é a duração dos fatos, é o que determina os momentos, os períodos, as épocas, as horas, os dias, as semanas, os séculos etc.. É a ideia de presente, passado e futuro e o período no qual os eventos se sucedem. Continue lendo “Vivências, experiências e os tempos da criança”

Crianças, expressões artísticas e aprendizagem

éExiste relação entre o desenvolvimento do cérebro e as expressões artísticas dos pequenos? O que as crianças percebem do mundo? Como elas aprendem?

Existe relação entre o desenvolvimento do cérebro e as expressões artísticas dos pequenos?  O que as crianças percebem do mundo? Como elas aprendem?

crianças no museu de Los Angeles

Para refletir sobre essa questão, que permeia o cotidiano de muitos educadores da infância, vamos entender a relação entre a formação do cérebro e as formas de expressão nas crianças pequenas.

Balão-Dúvida-pO que a criança faz?

Brincadeira é a língua que se fala no universo infantil. Tudo passa pelo brincar.
Mesmo quando a criança está quieta num canto ela está brincando em pensamento. Brincar de não fazer nada, para elas, é brincadeira.
Por meio da ludicidade as relações se estabelecem e as descobertas do mundo acontecem.
Ao brincar o universo passa a ser interessante e, consequentemente, significativo. Essa pesquisa e compreensão brincante que as crianças têm do mundo, quando desenvolve significados internos, pode ser expressa.
E como se expressam! Você pode lembrar dos seus pequenos e as formas como eles contam para você sobre o mundo? Continue lendo “Crianças, expressões artísticas e aprendizagem”

Choro frequente e que não para… por quê?

Choro é uma linguagem, mas quando o choro das crianças pequenas é insistente e frequente, desespera. Chorar pode significar uma série de situações desconfortáveis e um pedido de ajuda num momento em que a vida depende dos cuidados e das relações amorosas com os adultos. Tem que ter algo que possamos fazer

O choro insistente e frequente das crianças pequenas desespera…
Choro é uma linguagem utilizada e conhecida por todos os seres humanos na primeira infância, mas vamos perdendo essa forma de comunicação e conquistando outros recursos para expressar nossos sentimentos e também controlá-los.

Chorar pode significar uma série de situações desconfortáveis e um pedido de ajuda num momento em que a vida é dependente dos cuidados e das relações amorosas com os adultos.

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Quais os prováveis motivos?
Bebes e crianças pequenas choram porque estão frustradas por não alcançarem algo, perturbadas com muita luz e barulhos, entediadas com um cenário sempre igual. Podem chorar por que estão com fome, com a fralda encharcada ou suja, estão cansadas, com sono, com cólica e, portanto, a mais óbvia das causas: por problemas relacionados à fisiologia. Continue lendo “Choro frequente e que não para… por quê?”

Letramento no dia a dia: gradual, lúdico e significativo

Como pensar o letramento e a alfabetização na Educação Infantil? Como é isso na prática?

Balão-Dúvida-pComo pensar o letramento e a alfabetização na Educação Infantil? Quais atividades são prioritárias para o pleno desenvolvimento das crianças?

cartaz salas uniepreRudolf Steiner, um filósofo e educador austríaco do início do século XX, defende que crianças até os sete anos tem que brincar. E ponto! E esta é a responsabilidade da escola.
O exercício das linguagens do corpo, que acontecem durante as atividades físicas, desenvolvem as habilidades motoras e estimulam o sentimento da autoconfiança. Essas capacidades são acompanhadas pelo desenvolvimento neurológico e sensorial que vão garantir o domínio corporal, a linguagem oral e o desenvolvimento da inteligência. Para Steiner, a educação da primeira infância voltada para o brincar conquista mais resultados futuros do que aprender a ler o nome!
Também Vigotski, na mesma época, seguiu nessa linha. O aprendizado da escrita é gradual e deve ser iniciado na primeira infância por meio do fazer simbólico das atividades dessa faixa etária. Para o psicólogo bielorrusso, atividades mecânicas de leitura e escrita atrapalham o amadurecimento porque forçam etapas do desenvolvimento. Por outro lado, a brincadeira garante os pilares para a construção significativa da linguagem.
Então GRADUAL, LÚDICA e SIGNIFICATIVA parecem ser as chaves para pensar os conteúdos que contribuem com o amadurecimento neuropsíquico da criança, que a levará a dominar o sistema de símbolos da leitura e escrita na alfabetização.

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Desenhar, desenhar, desenhar …todos os dias!

É só apresentar algo com que riscar para crianças que o ato de desenhar se inicia na mesma hora! Que bom! Entenda porque e conheça sugestões para ampliar a experiência.

garatujasParece que é automático! É só apresentar para os pequenos algo com que riscar que o ato de desenhar se inicia na mesma hora!

Que bom! Porque quanto mais desenha, mais a criança desenvolve o desenho os ganhos cognitivos que o ato proporciona. 

mz2-twin-score-also-0.w529.h352.2xAté os 12 meses a criança descobre a existência dos objetos que podem deixar marcas nas superfícies (riscadores e suportes). Começa então uma produção natural e espontânea de traços, inicialmente desordenados e sem controle (garatujas desordenadas).  Porque ainda não tem maturidade para coordenar seus movimentos, os traços são fortes e descontínuos. Também não existe percepção do espaço gráfico e nota-se que os traços ultrapassam os limites dos suportes (papel, por exemplo). Braço e antebraço são como um membro unido que se move a partir da articulação do ombro. Continue lendo “Desenhar, desenhar, desenhar …todos os dias!”

O que a criança faz a cada etapa do desenvolvimento

Sabemos que cada criança e sua historia são únicas. Deste modo, as tabelas publicadas a seguir apresentam apenas de modo geral um resumo do que a crianças é capaz de fazer a cada etapa do desenvolvimento.

Entender como o mundo funciona!
É o que mobiliza toda criança, desde o dia em que nasce. Por isso são curiosas e, para isso, estão determinadas!
 
 
Experimentando
 
  

Movimento 1Por meio da brincadeira, utilizando todas as ferramentas que estiverem a sua disposição, é que elas observam, exploram, manipulam, organizam e experimentam sentimentos, situações e objetos.

Sabemos que cada criança e sua historia são únicas. Deste modo, as tabelas publicadas a seguir apresentam apenas de modo geral um resumo do que a crianças é capaz de fazer a cada etapa do desenvolvimento. Lembramos que suas peculiaridades e interesses devem ser respeitados. É nas situações de brincadeira, encaradas como muito mais que apenas diversão, que os adultos (pais e professores) encontram uma das formas mais importantes de estimular seu desenvolvimento e participar de suas descobertas e construir conhecimentos.

Um cuidado especial deve ser dado ao ambiente!

Sua organização e os materiais oferecidos devem ser seguros para que a criança possa explorar com liberdade, observar e, assim, permitir que realize suas conquistas por conta própria, seguindo suas preferências, favorecendo sua autonomia. Continue lendo “O que a criança faz a cada etapa do desenvolvimento”

Mostra: Conexões – A poética das Crianças de 0 a 3 anos e a Arte Contemporânea

Arte-educadora e psicóloga Eliane Sisla* participou da mostra Conexões – A poética das Crianças e 0 a 3 anos e a Arte Contemporânea, realizada pelo Instituto Avisa Lá, no Sesc Santo Amaro nos dias 27, 28 e 29 de novembro de 2014, em São Paulo. Eliana nos relata abaixo os acontecimentos nestes 3 dias.

Arte-educadora e psicóloga Eliane Sisla* participou da mostra Conexões – a poética das crianças e 0 a 3 anos e a arte contemporânea, realizada pelo Instituto Avisa Lá, no Sesc Santo Amaro nos dias 27, 28  e 29 de novembro  de 2014, em São Paulo. Eliana nos relata abaixo os acontecimentos nestes 3 dias.

A criança e a arte contemporânea

Sem título-1O que artistas contemporâneos e crianças de 0 a 3 anos têm em comum? O que as vivências artísticas podem revelar sobre as crianças pequenas?

Perguntas desafiadoras!

Estas perguntas guiaram as ações da equipe do Instituto Avisa Lá no decorrer dos encontros de formação continuada das professoras de 12 creches* conveniadas com a rede pública, localizadas na Zona Sul de São Paulo. Continue lendo “Mostra: Conexões – A poética das Crianças de 0 a 3 anos e a Arte Contemporânea”