Registrar todos os momentos do dia e ainda refletir… será?

É possível registrar e refletir sobre tudo? Como conciliar a ação e o ato de observar e registrar? Dicas para não estressar e acompanhar as crianças.

Identificamos uma angústia nos professores que os paralisa e bloqueia o exercício do registro: é preciso registrar e refletir sobre todos os momentos e todas as crianças? Como é possível observar, anotar e fotografar quando precisamos estar atentos ao desenvolvimento da proposta, à mediação, ao cuidado e sem deixar de lado os interesses individuais? O que dizer então sobre o número exagerado de crianças pequenas nas turmas de Educação Infantil? Finalmente, como desviar a atenção dos pequenos que sempre se sobressaem ou monopolizam nossa cota de cuidados?

imagem 2 observação e registro

Não são poucos os motivos que justificam as angústias de ter que se transformar num super-professor com poderes extraordinários! Mas não temos superpoderes… Por isso, o caminho é o foco!  Como assim?

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Crianças protagonistas das conversas

Registrar a fala das crianças exercita a atenção para o que elas sentem e entendem do mundo. Esse registro de conversas pode aproximar famílias e escolas.

Qual a importância de ouvir a fala das crianças? Falamos na escuta e no registro das colocações que os pequenos fazem sobre o mundo, suas relações com os adultos e as hipóteses que povoam suas mentes. Qual a visão de educadores e famílias a esse respeito?

Escutamos e acolhemos as crianças porque o que elas tem para expressar é importante. Crianças aprendem sempre, especialmente quando se interessam pelo assunto. Nós adultos precisamos identificar esses interesses para proporcionar melhores possibilidades de aprendizagem. Simples assim: se identificamos o que provoca a curiosidade dos pequenos, contribuímos com uma educação significativa que visa mudanças. Isso é falar sobre protagonismo infantil, onde os pequenos encabeçam seus percursos de brincar, pesquisar e aprender. Na postagem Protagonismo Infantil em quatro falas, a pedagoga Alice Proença coloca que o protagonismo só pode ser visto em função de uma relação. Alice diz que ora o adulto é protagonista, ora é coadjuvante. Ser coadjuvante significa estar criando um meio para o outro poder ser o ator principal, neste caso, a criança.

diário de registro das falas das crianças

→  Você tem escutado suas crianças?
→   Também se coloca no papel de coadjuvante para que ela tenha o papel principal?
→   Você provoca situações de conversa para levantar as hipóteses que os pequenos fazem sobre o mundo ao seu redor?
→  Você tem o hábito de registrar as falas captadas nas conversas e também as espontâneas? Continue lendo “Crianças protagonistas das conversas”